OPINIÃO
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Do Editor

 

Operação Floresta Viva

Duas madeireiras do município de Acrelândia foram multadas e tiveram todo o estoque de toras apreendido - cerca de dois mil metros cúbicos. Esse foi o resultado de uma operação conjunta realizada pelo Imac em parceria com outras instituições encarregadas da fiscalização ambiental.

A operação de ontem tem que ser elogiada e, muito mais que isso, tem que haver incentivo para que novas investigações sejam realizadas com punição exemplar a todos aqueles que teimam em transgredir a lei, devastando e destruindo florestas em nome do lucro.

As madeireiras terão que se explicar, terão que provar que não falsificavam as autorizações para transporte de produtos florestais, conhecidas pela sigla ATPFs. Caso contrário, sofrerão os rigores da lei.

Crime similar teria sido praticado por madeireiros e empresários de vários Estados. Felizmente, uma investigação capitaneada pelo Ministério do Meio Ambiente, com o apoio da Polícia Federal, descobriu os envolvidos e pôs a maior parte deles atrás das grades.

É preciso, no entanto, ampliar as investigações para evitar que outras madeireiras não enveredem pelo mesmo caminho.

Para aqueles com sede de lucro e desprezo pelo meio ambiente, as instituições envolvidas na Operação Floresta Viva têm que deixar claro que o Acre mudou, que não é mais necessária a realização de “empates” para manter a floresta em pé. Os órgãos públicos estão alerta e cumprirão seu papel de acordo com o que determina a lei.

 

 
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Rio Branco-AC, 22 de junho de 2005
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