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Sem perspectiva Na próxima quarta-feira, dia 27, a paralisação dos técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) comemora seu primeiro mês de aniversário. Enquanto representantes dos servidores das instituições federais de ensino superior discutem, em Brasília, com o governo federal a negociação de uma volumosa lista de reivindicações para a categoria, os trabalhadores locais acompanham, sem nenhuma pressa, o desenrolar das conversas na capital federal. Importante registrar que, nesta edição 2007 da greve, os manifestantes não contam com o apoio dos professores, para felicidade geral dos acadêmicos de todos os cursos e períodos. Sem esses tradicionais aliados, é de se esperar que os ouvidos das autoridades do setor de educação se tornem bem menos sensíveis ao pleito do movimento, fazendo multiplicar por vários dias o descanso dos trabalhadores. Nos setores da administração da Ufac, pouca gente aderiu à paralisação. Com exceção da Biblioteca Central, do restaurante e de alguns departamentos acadêmicos, a vida segue dentro da normalidade - banheiros toleráveis, cantina aberta da manhã até a noite, corredores varridos e o mesmo matagal inofensivo que povoa as dependências do campus. São as vantagens de um órgão que terceirizou quase todos os seus serviços e consegue substituir à altura - ou mais que isso - a mão-de-obra faltosa pela juventude de estagiários disciplinados. É esperar a semana que vem para ver se o diálogo progride ou não. |
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