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Novos rumos para a educação Presidente eleito do Sinteac, Manoel Lima, promete trabalhar pela unificação da categoria |
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O novo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Manoel Lima, eleito na última quarta-feira com uma maioria significativa de votos, garantiu ontem que vai trabalhar para manter a unidade da categoria, assim como resgatar a credibilidade da entidade, que vinha se desgastando em virtude de brigas internas das atuais lideranças. “Primeiro a gente precisa criar um clima de harmonia e sintonia na categoria. Esses trabalhadores precisam voltar a gostar do seu sindicato, voltar a sentir prazer de participar de uma entidade que tem 42 anos de luta, que tem uma biografia invejável no Brasil inteiro”, ressaltou. O processo da eleição transcorreu de forma tranqüila, levando milhares de professores às urnas na capital e interior, em um total de 76% dos onze mil sócios aptos a votarem. O resultado final da apuração foi divulgado na tarde de ontem, homologando o nome de Manoel Lima como o novo presidente do sindicato para o período de 2007 a 2010. Desde o início da apuração o sindicalista esteve à frente dos demais candidatos, alcançando um total de 59% dos votos. A atual presidente, Alcilene Gurgel, que tentava a reeleição, obteve 31% dos votos, ficando em terceiro lugar o professor João Lima, com 6%. Os votos nulos somaram 3% e os brancos, 1%. Logo pela manhã, o presidente eleito esteve na sede do sindicato para cumprimentar os funcionários da casa e reforçar sua proposta de trabalho. Para ele, o fato de ter ganhado a eleição no momento em que a entidade enfrenta dificuldades devido às brigas internas da direção, pode ser o começo de uma história na qual o trabalhador possa voltar a resgatar suas principais bandeiras de luta. “O trabalhador da educação precisa estar preparado dentro e fora da escola. Ele precisa estar preparado para o debate com o prefeito, com o governador ou com o presidente da República e demais instituições. Mas isso só é possível por meio do agrupamento, do debate de ressocialização e de conhecimento”, assegurou. Manoel Lima citou a realização de conferências e fóruns, como forma de proporcionar o debate da diversidade em busca do caminho para o retorno às conquistas que a categoria já somou e continuará somando. “O governador Binho Marques e sua equipe da administração estadual sabem muito bem que minha história tem demonstrado que não gosto de ficar calado. Não fiquei até hoje e não vai ser agora que vou ficar diante da injustiça.” Eleição com maior índice de presença dos eleitores Ainda ontem de manhã, o presidente da Comissão Eleitoral do Sinteac, José Rodrigues Arimatéia, assegurava que, matemática e tecnicamente, essa foi uma das eleições mais proveitosas que a entidade já realizou. “Resolvemos trabalhar de uma nova forma, em que a comissão não se resumia ao presidente, mas a um grupo que trabalhou unido. Além disso, contamos com a excelente contribuição dos funcionários do sindicato”, lembrou. Segundo ele, o pleito apresentou problemas comuns nesse tipo de evento, a exemplo de escolas que não queriam as urnas porque dispensavam a presença do sindicato. No entanto, foram colocadas 26 urnas volantes e a entidade bancou comissões em cerca de 40 escolas, para que todos pudessem votar com tranqüilidade. “A gente agradece os três candidatos, que deixaram a eleição correr de forma livre. Problemas houve em virtude de atraso de documentos e de pessoas que não sabiam seu local de votação, mas são coisas que acontecem em todos os pleitos”, disse Arimatéia. “Grandes lutas virão” O presidente eleito, Manoel Lima, disse que a categoria terá que se reunir para corrigir vários pontos de reivindicação. De acordo com ele, o próprio governo do Estado já reconhece as injustiças que foram cometidas contra o trabalhador da educação. “Podemos citar como exemplo o fato de o servidor de apoio trabalhar dobrado e não receber o salário referente ao mesmo período. Também acho que o mesmo estímulo oferecido para os professores, em relação à conclusão do curso superior, deve ser estendido ao pessoal do apoio”, declarou. O sindicalista lembrou ainda que durante sua campanha nos municípios, percebeu que os professores que fizeram faculdade continuaram na sua letra de referência, sendo que somente no Estado e na capital os servidores tiveram que deixar a sua letra de origem e voltar para a letra A. “Essa é mais uma injustiça que deve ser corrigida, porque a gente perde a nossa carreira, perde salário e perde dinheiro da aposentadoria”, enfatizou. Esses foram alguns pontos que, segundo ele, serão motivos de debate envolvendo todas as lideranças da educação, incluindo as pessoas que fizeram oposição à sua chapa. A partir da discussão da categoria unida, deverá ser construída uma proposta que possa, nessa gestão, dar uma resposta positiva e fazer os trabalhadores da educação, de modo geral, sentirem orgulho da entidade a que pertence. “Primeiro vamos assumir a estrutura sindical chamada Sinteac. Depois, promover um debate imediatamente com todos. Vamos prezar pelo respeito à diversidade de pensamento da educação para que a gente possa, nesse momento importante, lutar por uma coisa que não podemos fazer por decreto e nem por ofício, que é resgatar a credibilidade da nossa entidade”. Manoel Lima ressaltou ainda a necessidade de reverter os prejuízos que a categoria já teve ao longo dos anos. “Temos inclusive dinheiro para receber do governo, que foi retirado injustamente e que deve ser corrigido agora. Em seguida, vamos fazer um debate de uma política salarial que possa contemplar igualitariamente desde o vigia ao professor-doutor”. Trabalho na educação vai reforçar atuação na CUT - Manoel Lima assegurou que o trabalho que desenvolverá à frente do Sinteac vai possibilitar maior aproximação com os trabalhadores rurais, já que a partir de agora ele terá suporte para percorrer os municípios do Estado visando o fortalecimento da categoria. “Não vou de maneira nenhuma perder um segundo de oportunidade de estar entre os trabalhadores rurais, da saúde e de outros setores. O meu sonho é que a CUT tivesse condições estruturais para eu percorrer os municípios pelo menos duas vezes por mês”, desabafou. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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