De olho no ponteiro
Esta segunda-feira terá significado histórico para os acreanos. À meia-noite de amanhã, todos os relógios serão adiantados em uma hora, acabando de vez com o profundo disparate entre o horário do Acre e dos vizinhos Amazonas e Rondônia e reduzindo a distância temporal em relação à capital da República e as outras regiões brasileiras.
Como se trata de uma mudança, é normal a dificuldade inicial de adaptação, mas em algumas semanas as pessoas irão assimilar o novo modus vivendi, que corrige definitivamente um equívoco de mais de nove décadas, relegando o Acre a um fuso exclusivo, que entre outubro e fevereiro de cada ano o deixava distante três horas de Brasília.
A mudança foi defendida no Congresso Nacional pelo senador Tião Viana (PT), por meio da lei nº 11.662, de 24 de abril de 2008. À época da sanção da lei, até 1913 o Brasil tinha um horário apenas e, por uma convenção internacional houve uma diferença que deixou o Acre e parte do Estado do Amazonas com o atraso de duas horas.
Com a nova condição, o Acre e demais cidades amazonenses terão uma redução na conta de energia elétrica, assim como a diminuição da emissão de gás carbônico das usinas térmicas que atendem a região. Também haverá uma melhor integração com o Centro-Sul, com o sistema financeiro e com os transportes de comunicação |