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Terremoto de 6,1 graus é registrado no Acre Tremor foi registrado a 600 km de profundidade |
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Apesar da magnitude do sismo, o tremor não teve conseqüências graves, pois ocorreu a cerca de 600 quilômetros de profundidade. “As ondas geradas por esse tremor perdem a energia”, explicou o chefe do observatório, Lucas Vieira Barros. “Esses são sismos interplacas, que acontecem em função do choque das bordas de duas placas tectônicas. Elas se rompem e se quebram a grandes profundidades. Como tem um foco muito profundo, não ocorre dano.” Ao que tudo indica, o terremoto, ocorrido na manhã de ontem, foi a 100 quilômetros de Cruzeiro do Sul. O jornal Página 20 entrou em contato com alguns moradores de Cruzeiro do Sul e todos ficaram impressionados com a notícia, já que não foi sentido nem um tremor de terra por lá. O maior terremoto já registrado no Brasil atingiu 6,2 graus e ocorreu no município de Porto dos Gaúchos (MT), em 1955. No entanto, teve característica diferente, ocorreu mais próximo à superfície e por isso pode ter oferecido risco maior à época. Barros conta que os terremotos são “comuns” na região amazônica. “Aquela região tem uma história sísmica. Vai continuar acontecendo. Esse sismo tem até uma característica benéfica porque as ondas perdem a energia”, disse. No Brasil, também são registrados sismos nos estados de Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, mas com outras características. “Eles são intraplacas, ocorrem devido a ruptura de falha geológica do interior do continente, ocorrem mais próximos à superfície”. O chefe do Observatório de Sismologia conta que na região amazônica já ocorreram sismos maiores, de 7 graus. No entanto, não há motivo para temer desastres devido à característica do choque, de ocorrer a grande profundidade. “É muito remota a possibilidade de ter um grande terremoto no Brasil, mas não podemos dizer que isso não vai acontecer. Os terremotos são cíclicos. Eles têm um tempo de recorrência, de repetição. Ocorre a ruptura, o alívio das tensões e depois começa tudo de novo”, conta. Segundo Lucas Barros, terremotos de grande magnitude, de cerca de 7 graus, têm ciclos de 500 anos. As informações são do G1, em São Paulo, com base no Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília. |
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