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Onde há fumaça... As pessoas que sofreram com a fumaça que cobriu os céus do Acre no ano de 2005, na mesma época em que a capital ficou quase 200 dias sem chuva, temem que o período de estiagem se assevere mais uma vez e a situação se repita. Naquele período, muita gente não teve escrúpulo de queimar lixo, terreno baldio e toda tralha que viu pela frente, o que piorou ainda mais o problema. Este ano, a comunidade teme ao vê o prenúncio de fumaça no horizonte, até porque ela sabe que a afirmação do dito popular de que “onde há fumaça, há fogo” é a mais pura verdade e que os “incendiários de plantão” continuam vazios de uma consciência coletiva. Nesse caso, o jeito é cada cidadão cobrar o posicionamento do poder público, no sentido de prevenir e coibir a ação, e ao mesmo tempo fazer sua parte, não queimando e denunciando os que ainda ignoram a necessidade de proteger o meio ambiente. E não adianta relaxar, porque quem provoca as queimadas, sejam elas grandes ou pequenas, aproveita os momentos de descuido dos órgãos fiscalizadores. A população está atenta porque não quer novamente vê os hospitais lotados de crianças e idosos sofrendo com doenças respiratórias, não quer ver o azul do céu coberto de fumaça nem o brilho do sol coberto de vermelho. Uma parte significativa da sociedade está consciente de que, se cada um fizer sua parte, o resultado será o benefício de todos. Não queimar, não desperdiçar água, não jogar lixo na rua e não “entupir” os rios e igarapés de entulho são pequenas chaves capazes de garantir portas abertas para o futuro das próximas gerações. |
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