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Comunitários exigem direitos para competir no mercado Conferência termina como marco para empresas florestais comunitárias |
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Durante cinco dias os participantes discutiram os problemas enfrentados pelas comunidades que vivem nas florestas dos três continentes. Falta de acesso legal à terra e a financiamentos; excesso de burocracia e distância dos mercados sufocam as comunidades florestais em todo o mundo. As comunidades florestais, segundo a ITTO, são responsáveis por cerca de 370 milhões de hectares de florestas nativas, garantindo serviços ambientais como o clima, a água, diversidade das espécies e belas paisagens dos quais toda a comunidade internacional se beneficia. Além de demandas gerais, os comunitários querem também: 1) trabalhar em conjunto para garantir o acesso legal à terra e aos recursos naturais e que isto esteja garantido em leis e Constituições; 2) linhas de financiamento exclusivas para os comunitários; 3) ações de combate à pobreza, de justiça social e políticas de inclusão; 4) suspensão imediata das altas taxas cobradas pelos governos em relação às florestais comunitárias; 5) ajuda econômica e organizacional para chegar aos mercados consumidores com produtos sustentáveis; 6) criação, no âmbito da ITTO, de fundos específicos para financiar as organizações comunitárias e as atividades de conservação e manejo das florestas. O diretor-executivo da ITTO, Manoel Sobral, disse que irá lutar para criar um programa temático na organização, destinando recursos para o manejo comunitário. Ele se mostrou muito satisfeito com o resultado do encontro. “Estou muito gratificado porque foram três anos para organizar esta conferência, um marco histórico para as comunidades do mundo inteiro”, disse Sobral, homenageado ao final da cerimônia. Foram cinco dias de conferência na Usina de Arte João Donato. “O marco deste evento foi a troca de experiências e o conhecimento mútuo das comunidades”, avaliou Alberto Chinchila, líder comunitário na Costa Rica. Grupo de trabalho - O Ministério do Meio Ambiente comprometeu-se em criar um grupo de trabalho já na primeira reunião da comissão do Programa Nacional de Florestas para formulação de uma política específica para o manejo comunitário. “É preciso que todos nós façamos a nossa parte na medida das forças de cada um”, disse Carlos Vicente, representante da ministra Marina Silva na cerimônia de encerramento. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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