| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Pela paz e contra a discriminação Representantes dos governos e organizações fizeram passeata silenciosa para lembrar vítimas da violência |
![]() Dezenas de pessoas saíram às ruas do centro da cidade ontem para pedir paz |
Val Sales Ainda cedo da manhã os manifestantes começaram a se concentrar na frente do Sebrae Centro, de onde saíram em passeata até o hall da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) e foram recebidos pelo presidente da Casa, Edvaldo Magalhães (PC do B), e pela presidente da Comissão de Direitos Humanos, Naluh Gouveia (PT). Em gesto simbólico, os manifestantes entregaram ao líder comunista os cartazes usados durante a passeata e onde estava exposta a indignação da população em relação às mortes, ainda sem solução, do ex-coordenador estadual do DST/Aids, Francisco Dantas, e do professor Aldemir Pereira. O ato pela paz e contra a violência contou com a participação do coordenador do Programa Nacional de DST/Aids, Eduardo Barbosa, do secretário da Comissão de Gestão do DST/Aids, Alan Miranda, do secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Evair Augusto Alves dos Santos, de representantes do governo do Estado, do município e movimentos sociais, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) secção Acre. O presidente da Associação de Homossexuais do Acre (AHAC), Germano Marino, que organizou o movimento, declarou que a população de Rio Branco não deve mais silenciar diante do alto índice de violência. “Nós temos que sair de nossas casas e escritórios para cobrar, por meio do diálogo, uma política de prevenção contra a violência”, assegurou. Sociedade cobra empenho das autoridades O deputado Donald Fernandes (PSDB) foi um dos parlamentares que representou a Aleac na passeata pela paz. Ela ressaltou que o parlamento pode participar exigindo que a Secretaria de Segurança apure devidamente os fatos e puna os culpados. “O que está acontecendo hoje em dia é que as pessoas não apuram os fatos, e quando apuram não se cumprem as penas. Nesse caso, a impunidade é a tônica que faz crescer a violência”, enfatizou. A médica infectologista Cirley Lobato, também funcionária da Secretaria Estadual de Saúde e amiga pessoal de Francisco Dantas, participou da movimentação e disse que estava no local como profissional de saúde, que atende os pacientes portadores do HIV, e para fortalecer a luta social. “É uma forma de apoio, não apenas como profissional, mas como pessoa que vê as dificuldades das classes e o preconceito que existe”, assegurou. Já o presidente da OAB no Acre, Florindo Poersch, enfatizou que a manifestação traduz a indignação do povo brasileiro e da sociedade civil organizada no país em relação ao crescente índice de violência. “É um aviso para as autoridades responsáveis pela segurança do cidadão. Um alerta para que elas observem que alguma coisa precisa ser feita neste país pela segurança”, resumiu. Morte de Dantas teve repercussão internacional “A morte do Francisco Dantas nos chocou muito e teve repercussão internacional. Estávamos em uma reunião no Mercosul, no Uruguai, quando soubemos do ocorrido e todas as lideranças presentes se solidarizaram com a família. Ele era um árduo defensor dos direitos humanos”, assegurou o secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Ivair Augusto Alves dos Santos. Ivair esteve no Acre exclusivamente para participar do ato contra a violência e cobrar empenho das polícias na elucidação da morte de Dantas. “Estamos no Acre para nos solidarizarmos com a família, assim como nos reuniremos com o secretário de Saúde, de Segurança Pública e com membros do Ministério Público do Estado. Estamos preocupados não só com a apuração e desfecho do caso, mas também com o trabalho preventivo”, frisou. O coordenador do Programa Nacional de DST/Aids, Eduardo Barbosa, também ressaltou sua solidariedade à família de Dantas e à população que era assistida por ele. “Reconhecemos a importância do trabalho que Francisco Dantas vinha desenvolvendo, tanto com relação à prevenção Aids como em relação ao apoio às pessoas que vivem com o vírus”, acrescentou. Apoio dos parlamentares “Nós vamos nos manifestar formalmente a partir dessa provocação positiva que está sendo feita aqui. Se a sociedade não disser basta para essas tentativas, a gente acaba se acostumando e canalizando a violência”, disse o deputado estadual Edvaldo Magalhães, presidente da mesa diretora da Aleac. Segundo ele, o parlamento vai se posicionar formalmente, inclusive reiterando a reivindicação dos movimentos à Secretaria de Segurança. “Pediremos que sejam envidados todos os esforços no sentido de se fornecerem esclarecimentos detalhados desses dois atos condenáveis de violência que causaram a morte de dois companheiros que atuavam na nossa sociedade”, finalizou. Já o vereador Márcio Batista (PC do B), líder do prefeito na Câmara de Rio Branco, afirmou que a Casa não poderia ficar indiferente à escalada da violência. “Temos que nos somar à iniciativa da sociedade civil organizada no sentido de combater fundamentalmente a impunidade, porque é a impunidade que estimula a violência”, completou. | |
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
|
|