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POLÍTICA

Tião Viana quer privatização de aeroportos diante do colapso iminente do setor aéreo


Brasília - Dos 67 aeroportos administrados pela Infraero no país, alguns estão passando do limite em termos de escassez de infra-estrutura. Foi o que disse ontem o senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado Federal, ao defender mais uma vez a entrada do capital privado nos aeroportos brasileiros.

Ao presidir ontem mais uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Tião Viana lembrou que há aeroportos do país que estão “no limite ou além dele” e que há “grave escassez de infra-estrutura no setor”. Por isso, o senador acreano pediu uma posição do governo sobre o assunto com rapidez, pois o colapso, segundo ele, é imediato.

Tião Viana apelou ao novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi, que estava depondo na sessão de ontem da CPI, para também se empenhar a fim de “convencer o governo que a expansão dos aeroportos não pode ser adiada”.

Em resposta, o presidente da Infraero concordou com o senador sobre a necessidade de privatização do setor de aeroportos. “Acho que a vinda da área privada é muito boa. É uma injeção nova. E as empresas aéreas teriam que trabalhar com mais agilidade, porque serão mais exigidas”, destacou Sérgio Gaudenzi.

O presidente da estatal acrescentou que é preciso melhorar o atendimento prestado pela Infraero aos passageiros. Segundo ele, muitas vezes o passageiro não se irrita apenas por causa dos atrasos e sim pela falta de informações. Neste sentido, Gaudenzi sugeriu a possibilidade dos passageiros serem informados pelo celular sobre os horários de seus vôos.

Sérgio Gaudenzi também destacou que, muitas vezes, a Infraero passa informações erradas aos passageiros por recebê-las de maneira incorreta das companhias aéreas.

O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou a Gaudenzi várias questões sobre os mais de 100 inquéritos sobre corrupção relacionados com a Infraero. Mas Gaudenzi destacou que está há apenas oito dias na empresa, que tem 25 mil funcionários em 67 aeroportos e que “seria leviano se fizesse alguma acusação a algum órgão da empresa”.

O presidente da Infraero afirmou que aguardará que os órgãos fiscalizadores - entre eles a CPI - façam suas análises e garantiu que se forem apontados culpados tomará as providências necessárias. Demóstenes preferiu parar de fazer perguntas e dar tempo a Gaudenzi para “se inteirar mais da situação”. (R. A)

 

 
 
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Rio Branco-AC, 22 de agosto de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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