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Tião Viana quer privatização de aeroportos diante do colapso iminente do setor aéreo |
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Ao presidir ontem mais uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Tião Viana lembrou que há aeroportos do país que estão “no limite ou além dele” e que há “grave escassez de infra-estrutura no setor”. Por isso, o senador acreano pediu uma posição do governo sobre o assunto com rapidez, pois o colapso, segundo ele, é imediato. Tião Viana apelou ao novo presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaudenzi, que estava depondo na sessão de ontem da CPI, para também se empenhar a fim de “convencer o governo que a expansão dos aeroportos não pode ser adiada”. Em resposta, o presidente da Infraero concordou com o senador sobre a necessidade de privatização do setor de aeroportos. “Acho que a vinda da área privada é muito boa. É uma injeção nova. E as empresas aéreas teriam que trabalhar com mais agilidade, porque serão mais exigidas”, destacou Sérgio Gaudenzi. O presidente da estatal acrescentou que é preciso melhorar o atendimento prestado pela Infraero aos passageiros. Segundo ele, muitas vezes o passageiro não se irrita apenas por causa dos atrasos e sim pela falta de informações. Neste sentido, Gaudenzi sugeriu a possibilidade dos passageiros serem informados pelo celular sobre os horários de seus vôos. Sérgio Gaudenzi também destacou que, muitas vezes, a Infraero passa informações erradas aos passageiros por recebê-las de maneira incorreta das companhias aéreas. O relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), apresentou a Gaudenzi várias questões sobre os mais de 100 inquéritos sobre corrupção relacionados com a Infraero. Mas Gaudenzi destacou que está há apenas oito dias na empresa, que tem 25 mil funcionários em 67 aeroportos e que “seria leviano se fizesse alguma acusação a algum órgão da empresa”. O presidente da Infraero afirmou que aguardará que os órgãos fiscalizadores - entre eles a CPI - façam suas análises e garantiu que se forem apontados culpados tomará as providências necessárias. Demóstenes preferiu parar de fazer perguntas e dar tempo a Gaudenzi para “se inteirar mais da situação”. (R. A)
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