COTIDIANO

Dia Mundial da Doença de Alzheimer

Abraz realiza programação para divulgar a doença e combater o preconceito contra as pessoas portadoras do mal

Marcos Vicentti
Mariazinha Leitão é
presidente da Abraz no Acre


Whilley Araújo

Divulgar as informações sobre a doença que, além de afetar a vida do portador, muda completamente o ritmo de vida de uma família onde ocorre um caso. Este foi um dos objetivos para a criação do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, comemorado ontem. Em alusão à data, a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) estará realizando uma vasta programação, as atividades foram iniciadas ontem e o encerramento será na próxima quarta-feira, dia 27.

Abrindo a semana de atividades, a presidente da Abraz no Acre, Mariazinha Leitão, juntamente com a médica Kátia Acuna, ministrou uma palestra ontem no Hospital do Idoso fazendo esclarecimentos sobre a Doença de Alzheimer (DA), abordando ainda a triagem cognitiva.

Popularmente caracterizado como demência, a DA atinge 1% da população mundial na faixa dos 65 anos. No Brasil, existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade; e 6% delas sofrem dessa moléstia, segundo dados da Abraz. Nos Estados Unidos, é a quarta causa de morte de idosos na faixa etária entre 75 e 80 anos.

No Acre não existem dados precisos e muito menos conscientização em relação à doença, segundo Mariazinha Leitão.

O dia 21 de setembro foi estabelecido como Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, via Projeto de Lei do Senado, de autoria do senador Tião Viana, aprovado no dia 30 de agosto de 2005, em decisão terminativa pela Comissão de Educação do Senado.

Vida ativa previne Alzheimer

Segundo especialistas, exercícios regulares e dieta saudável podem reduzir o risco de desenvolvimento da DA. Um estudo finlandês mostrou que pessoas de meia-idade que fazem atividade física pelo menos duas vezes por semana podem reduzir em até 50 por cento o risco de ter Alzheimer mais tarde, segundo afirmou a neurologista Miia Kivipelto numa conferência de saúde.

Segundo ela, uma vida ativa, tanto física quanto mental e social, é preventiva e nunca é tarde para começar a prevenir a DA.

Estima-se que 12 milhões de pessoas no mundo todo sofram de Alzheimer, que é a principal causa de demência em idosos. Não há cura para esse problema, que rouba das pessoas sua memória e sua capacidade de raciocínio, mas medicamentos podem aliviar os sintomas.

Miia Kivipelto explica que estudos já mostraram que pessoas que têm pressão alta, colesterol alto ou são obesas podem ter um risco maior de desenvolver Alzheimer e demência que pessoas que tenham um estilo de vida mais ativo e saudável, afirmou ela. Ela considera que as pessoas podem reduzir o risco de ter a doença indo ao médico para check-ups regulares, monitorando a pressão arterial, o colesterol e o peso. Outros estudos recentes mostram que os idosos que fazem caminhadas regularmente também são menos propensos a sofrer de demência. Atividades mentais como ler e fazer palavras cruzadas também ajudam a desacelerar o declínio mental.

Sinais indicadores

Há vários sinais indicadores de que a pessoa está apresentando um possível sintoma de demência, podendo ser doença de Alzheimer. Esta pessoa deve ser encaminhada a um médico ou serviço de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento. A DA é neurodegenerativa, progressiva e irreversível, para a qual não existe prevenção e poucas alternativas de tratamento farmacológico. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento e cuidado, mais pode ser feito pelo portador, já sendo possível reduzir significativamente a progressão da doença, na maioria dos casos.

 

 
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