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Quando a cegonha se antecipa Dentro da periferia, lugar que transpira uma realidade nua e crua, meninas se tornam sexualmente ativas cedo demais. Trocar as brincadeiras por tarefas de mãe é a conseqüência de seus impulsos, que são quase sempre, desprovidos da informação. Em uma síntese assim, parece que apenas uma história que cabe a todas. Mas não, cada menina passa por uma provação diferente, têm sonhos e pensamentos distintos, reações na hora de descobrir a gravidez e maneira de encarar a vida depois de colocar pela primeira um filho no colo. Existe, porém, uma semelhança que não foge a nenhuma: tratam-se de crianças cuidando de outras crianças. O Página 20 de hoje traz uma reportagem completa sobre a situação de algumas meninas mães da periferia de Rio Branco. O texto é resultado de uma ampla pesquisa e relata a vida destas jovens, trazendo ainda explicações de especialistas para a problemática da gravidez precoce. Para uma profissional da área social, o desemprego, a pobreza, os desajustes familiares, as poucas oportunidades para mudanças sociais e a falta de perspectivas marcam as condições de vida das pessoas que moram em bairros periféricos. Em entrevista, ela explica que essas podem ser as principais causas para o alto índice de gravidez na adolescência. |
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