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| MPE promove palestra sobre Terceiro Setor Palestrante de MG, Procurador de Justiça Tomaz Resende, diz que ação social é responsabilidade da sociedade |
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Pagina 20 -O que é o Centro de Apoio Operacional ao Terceiro Setor? Tomáz Resende - O Centro de Apoio Operacional ao Terceiro Setor é um órgão do Ministério Público do Estado de Minas Gerais encarregado de cuidar das questões relativas a fundações e associações. Em princípio ele foi criado para atender as demandas dos promotores de justiça da capital e do interior que trabalham nessa área, mas houve uma determinação do Procurador-Geral de Justiça que além de atender as demandas dos promotores, que a gente cuidassem também de articular com a sociedade civil, as ações em prol do meio ambiente, de resoluções das questões sociais. Então, por isso que se chama Centro de Apoio ao Terceiro Setor. Pagina 20 - Em sua opinião, o que é determinante para o fortalecimento da cidadania e da sociedade? Tomáz Resende - O determinante é a mudança de paradigma. É nós pararmos de esperar que um iluminado vai descer do céu ou que um mais sabido do que os outros vai governar e vai resolver nossos problemas e arregaçarmos as mangas e juntos revermos nossas posturas. Fazer alguma coisa conjuga-se na primeira pessoa do singular ou a gente faz ou não acontece. O primordial é a nossa mudança de postura com relação as questões. Ficar esperando governo, ficar esperando mercado, ficar esperando que as ONGs resolvam; não vão resolver. A gente é que tem que participar desse processo. Pagina 20 - Como cada um pode fazer a sua parte? Tomáz Resende -A gente tem que ver primeiro que parte nos cabe e o que nós estamos querendo. Nós estamos aqui falando, por exemplo, de um pós-guerra, cem mil meninos que morrem por ano, é mais do que matou a bomba atômica no Japão. E quando a bomba atômica explodiu no Japão, o quê que os japoneses fizeram? Juntou governo, juntou mercado, juntou sociedade e reconstruíram o Japão. Então, se a gente pensa que isso aqui merece essa atenção, é reunir mesmo em associações, cobrar de governos e forçar para que as empresas também participem desse processo. Pagina 20 -E a gente tem como convencer as pessoas que ainda não estão sensibilizadas pra isso? Tomáz Resende- Acho que tem. A gente tem que sair falando disso e sensibilizar as pessoas, mostrar para elas a realidade e que se a gente não tomar uma atitude, vai piorar. Pagina 20 - Essa metodologia tem que partir de quem? Tomáz Rezende - Das pessoas mesmo! Eu acho que nesse aspecto o Ministério Público é o grande catalisador, é a alavanca pra essas mudanças. Porque o Ministério Público tem condições de conversar com o governo, conversar com o mercado, conversar com as organizações sem fins lucrativos, sem estar tendo nenhum interesse próprio, porque ele não quer voto, não quer lucro e nem tem institucionalmente alguma coisa relacionada com a questão social. Então, eu acho que o Ministério Público seria o elo que ligaria esses três setores. Pagina 20 - Se o voluntariado não deve ser esporádico, então, as organizações deveriam ir a caça dos voluntários, que ainda não estão sensibilizados? Tomáz Rezende - Vamos procurar entender através de uma metáfora: olha, a casa está caindo, me ajuda a segurar aqui. Quem vem me ajudar? Vem o governo, vem o mercado, vem as pessoas. Agora, alguém tem que dar o grito, tem que dar o alarme, fazer a sirene apitar. Eu acho que quem faz isso bem é o Ministério Público. Pagina 20 -Teria que ser um trabalho de parceria? Tomáz Rezende – Isso. De estabelecer parcerias entre os setores: governo, governando. Mercado, financiando. E pessoas fazendo. Pagina 20 -Qual é o calcanhar de Aquiles do Terceiro Setor? Tomáz Rezende -Dos três setores. Porque na verdade os três setores estão com problemas. O governo está governando mal, o mercado está fazendo mal e as ONGs estão fazendo mal, em alguns aspectos. Como também tem muita coisa boa que eles estão fazendo. Mas, o calcanhar de Aquiles das ONGs, do Terceiro Setor, é exatamente o desconhecimento da legislação e a falta de profissionalismo da gestão. Pagina 20 -Fale sobre o seu livro infanto-juvenil. Tomáz Rezende -O livro é o João Cidadão. Na verdade o João Cidadão é uma síntese do que a gente tem falado sobre essas questões ambientais e sociais. Porque são valores, virtudes e regras que as pessoas devem seguir. Porque a gente fala em meio ambiente saudável, mas joga papel de bala na rua, joga toco de cigarro. A gente fala em corrupção, mas corrompe guarda de trânsito e corrompe outras pessoas. Então, são essas regras cidadãs, de solidariedade, de respeito, numa linguagem mais acessível a crianças e adolescentes. Pagina 20 -E qual é o seu sonho como Procurador de Justiça? Tomáz Rezende -Que um dia o Brasil seja o que ele tem vocação: um grande país. Porque as pessoas são tão boas, o estado é tão rico e porque que tem tanta miséria, tanta desigualdade? Em um país tão generoso na natureza, tão generoso nas riquezas naturais, um povo miscigenado, que é o melhor povo do mundo! A minha esperança não é como procurador, é como cidadão: que um dia a gente passe a limpo, esse rascunho. Porque rascunho, não quer dizer que é ruim, mas quer dizer que tem algumas coisas que precisam ser corrigidas, apagadas, mais bem desenhadas. Eu acredito muito no nosso país! |
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| Administração Superior do Ministério Público do Estado do Acre: Procurador-Geral de Justiça - Edmar Azevedo Monteiro; Corregedor-Geral do Ministério Público - Ubirajara Braga de Albuquerque; Subprocuradora-Geral de Justiça - Giselle Mubarac Detoni. Página de responsabilidade da Assessoria de Comunicação Social do Ministério Público do Acre. - Jornalista responsável: Socorro Camelo MTb/AC 065. Equipe responsável: Lucimar Gomes, Juliene Silva e Socorro Camelo. - E-mail: comunicacao.mpe@ac.gov.br | |
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