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VARIEDADES

Um bate-papo com Takai

Cedida


Andréa Zílio

Eles têm 14 anos de estrada, no início se denominavam um trio eletrônico, com Fernanda Takai no vocal, John Ulhoa na guitarra, vocal e programações, e Ricardo Koctus, no baixo e vocal.

Em 1995, a banda Pato Fu ganhou mais um integrante, Xande Tamietti tocando bateria, foi então, que começaram a fazer shows maiores. Em 2002, Lulu Camargo integrou com os teclados, como um convidado passageiro, mas que acabou ficando definitivamente. Ao contrário de muitas bandas, no Pato Fu, Takai diz que pessoas apenas vêm somar, e não deixam o grupo.

É com a vocalista que um bate-papo via e-mail aconteceu. Nele, ela fala do tempo de estrada, do casamento com John, do cenário do rock nacional, e do Acre, lugar que ela e marido visitam pela primeira vez, na terça-feira, onde participa do projeto Sempre Um Papo, às 19h30, na Uninorte. Confira!

Quanto tempo de estrada tem a banda? E existe uma receita para manter a harmonia?

Em setembro completamos 14 anos de Pato Fu. Não diria sempre harmonia. Temos momentos de conflito e discussão sobre a carreira, que escolhas fazer. O que não temos muito são divergências sobre a música que fazemos e isso talvez seja o ponto fundamental. As outras coisas passam por itens menos importantes. Se o lado criativo vai bem e todos estão felizes com ele, já fica tudo menos complicado. Posso dizer que tivemos os mesmos objetivos até agora e isso nos dá lastro. Quando isso mudar, provavelmente o envolvimento de cada integrante diminuirá e é por isso que as bandas acabam.

O cenário do rock brasileiro hoje e de quando iniciaram, tem muita diferença? Quais?

É bem mais fácil ter alguma visibilidade hoje do que no início dos anos 90. Somos da época dos zines de papel, das cópias em fita demo. A internet é um grande diferencial. Claro que a competição é maior, pois
gravar todo mundo grava. Só que se você tem alguma coisa que chame a atenção, isso pode se multiplicar de uma forma incrivelmente rápida.

O que conhecem do Acre e sua música?

Praticamente nada. Nunca tivemos a oportunidade de tocar aí ou visitar o Estado. Para você ter uma idéia de como é difícil a gente alcançar esse nosso país imenso, no Amapá, onde nasci, só fui tocar pela primeira vez este ano.

Não me lembro ter recebido disco do Acre. Mas tenho certeza de que vou ganhar alguns discos aí... Eu escuto tudo. Quando gosto de algum novo artista ou alguma coisa me chama a atenção, eu sou do tipo
que sai mostrando pra outras pessoas que também gostam de conhecer novos sons. E espero também que a gente possa voltar e se apresentar com toda a banda em Rio Branco.

E a participação de vocês no Sempre Um Papo?

Fizemos o primeiro Sempre Um Papo em 97. Somos dos poucos convidados fora da área literária e acompanhamos o crescimento do projeto. Em Belo Horizonte passaram de salas pequenas para teatros, auditórios e recentemente até instalam telões para as pessoas que ficam de fora dos
eventos, tamanho o seu  sucesso.

É uma idéia muito boa e simples, a possibilidade de uma conversa sem intermediários. Acho que o público que comparece ao projeto sempre vai ficar de olho nos próximos convidados. Geralmente as pessoas
tornam-se assíduas.

O Sempre Um Papo é uma enorme oportunidade de se fazer contato pessoal com quem gosta de nossa música e quer saber um pouco mais de nossa carreira, sobre as estórias de cada canção. Agora ele se espalhou pelo Brasil todo! Que ótimo!

O maior patrimônio do Pato Fu, musicalmente falando?

Nossa discografia, o conjunto dos 8 discos que já lançamos e também dos 3 dvds. Não temos uma música que tenha sido a mais executada em determinado verão, mas acho que construímos uma carreira consistente.
Estamos orgulhosos dela e esperamos ter a oportunidade de mostrar nossa música para cada vez mais gente. Pode demorar muito tempo, mas o caminho tem sido bom. Vamos fazer nossa primeira turnê européia em novembro. Há muito o que se conquistar aqui no Brasil e fora dele.

A importância do novo trabalho depois de três anos de intervalo?

Por incrível que pareça este é nosso trabalho mais elogiado da carreira. De certa forma foi um reencontro com o público que ouve nossas canções desde muito tempo e uma carta de apresentação a platéias mais novas. A gente se sente com fôlego renovado e cada vez mais com vontade de fazer
com que o Pato Fu possa ser ouvido, conhecido, contactado.

Um recado para o encontro do dia 24, em Rio Branco?

Ficamos muito felizes pelo convite e oportunidade de estar aí com vocês pela primeira vez, nesses 14 anos de banda. Falo também como cidadã brasileira que vai enfim conhecer mais um Estado de nosso país. Realmente precisamos estreitar esse acesso. Até lá!

 

 
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Rio Branco-AC, 22 de outubro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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