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POLÍTICA

Distribuição de energia e seus problemas serão debatidos em seminário

Evento vai discutir problemas da distribuição de energia no Acre

Regiclay Saady
Marcelo Jucá disse que blecautes
estão acontecendo com freqüência


Whilley Araújo

Nos últimos dias, as quedas de energia têm sido constantes. A simples ligação do Acre com o Sistema Nacional de Energia não garante à sociedade acreana a segurança necessária no fornecimento de energia elétrica ao Estado. Para discutir esses e outros problemas, será realizado no próximo dia 27 o seminário estadual Energia Por um Fio.

O evento vai acontecer a partir das 8 horas, no auditório da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), e deve reunir consumidores em geral, servidores da empresa, funcionários terceirizados, parlamentares, representantes do Procon e membros de vários sindicatos.

Marcelo Jucá, presidente do Sindicato dos Urbanitários, diz que a idéia é discutir todos os problemas de distribuição de energia. Ele ressalta que a partir do momento que o Acre começou a receber energia elétrica apenas de Rondônia, da produtora independente chamada Termonorte - que gera energia através do óleo diesel -, os blecautes e apagões têm acontecido com maior freqüência.

“Queremos saber o que a Eletroacre e Eletronorte estão fazendo para minimizar esses problemas, pois é muito arriscado o Estado ser abastecido apenas pela energia vinda de Rondônia. Há poucos dias tivemos quedas de energias que atingiram toda a capital, quando a população ficou sem energia elétrica por mais de dez minutos”, frisa o presidente dos Urbanitários.

Segundo ele, a preocupação é maior nesse período do ano, já que o consumo de energia aumenta devido às festas de fim de ano. “Durante o mês de dezembro as pessoas consomem mais energia e ninguém gostará de ter sua comemoração atrapalhada por motivos de racionamento de energia e blecautes”, destaca.

Eletroacre ainda corre risco de ser privatizada

Uma outra questão que estará em pauta no seminário do próximo dia 27 será a inclusão da Eletroacre no Programa Nacional de Desestatização (PND). Jucá diz que, mesmo com o presidente Lula se posicionando contra as privatizações, a empresa distribuidora de energia do Acre ainda corre risco de ser privatizada.

“A Eletroacre está sendo preparada para a privatização desde 1997, e estando incluída no PND, dificulta os investimentos na empresa”, pontua Marcelo.

Ele ressalta que informações da situação de geração e distribuição de energia onde houve privatização, dão conta de um quadro adverso daquele propagandeado pelos defensores da desestatização. “O principal indicador desse processo é o aumento abusivo das taxas de energia, demissão em massa de trabalhadores e precarização dos serviços”, assevera.

 
 
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Rio Branco-AC, 22 de novembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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