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POLÍTICA

Sindicato quer cultura afro-brasileira nas escolas da rede pública

Sinteac cobra formação profissional para a inclusão de currículo escolar

 


Val Sales

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) está cobrando do poder público a formação profissional da categoria na temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, que deverá ser incluída no currículo oficial da rede de ensino. A obrigatoriedade da inclusão do tema nas escolas surgiu a partir da Lei 10.639, sancionada pelo presidente Lula em nove de janeiro de 2003.

Na última segunda-feira, três anos depois da criação da lei, foi comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra, sendo que a temática ainda não está sendo trabalhada no currículo escolar dos acreanos. “Infelizmente não está sendo posto em prática porque os trabalhadores da educação, especificamente os professores, ainda não têm o domínio desses conteúdos”, explicou a vice-presidente do Sinteac, Almerinda Cunha.

Ela esteve ontem na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) tentando sensibilizar os deputados em relação à questão. “É necessário que o MEC, os sistemas estaduais e municipais de ensino invistam na formação dos educadores para que a lei realmente seja implementada”, complementou a sindicalista.

Segundo ela é função do Sinteac, enquanto entidade sindical e representativa, cobrar das prefeituras e do governo estadual a preparação dos trabalhadores e a implementação da lei. Os conteúdos referentes à História da Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial, nas áreas de Educação Artística, de Literatura e histórias brasileiras.

Desde que assumiu o mandato, o presidente da república voltou sua atenção para as comunidades pobres e apoio aos grupos que lutam contra o racismo e a discriminação no país. A inclusão do tema nas escolas fará com que as pessoas aprendam desde criança sobre a igualdade. O 20 de novembro foi instituído como Dia da Consciência Negra devido ao assassinato de Zumbi dos Palmares ocorrido na mesma data em 1695.

Ele foi a principal liderança do Quilombo, um território livre, símbolo da resistência ao regime escravagista e da consciência negra de homens e mulheres como Dandara e Luiza Mahin, em busca da liberdade e da construção de uma nação.

 
 
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Rio Branco-AC, 22 de novembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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