COTIDIANO

Polícia investiga agentes acusados de assassinato

Policiais estão afastados da corporação até o fechamento do inquérito

Regiclay Saady
Comandante comunicou
providências tomadas ao Ministério Público, na tarde de ontem


Val Sales

O comandante da Polícia Militar, coronel Romário Célio, esteve ontem à tarde no Ministério Público Estadual (MPE) para uma reunião com o defensor público Rodrigo Curti, responsável pelo controle externo da atividade policial.

No encontro, Romário falou sobre o inquérito que investiga a culpa dos soldados Raimundo Lourenço e Machado, acusados de terem espancado o estudante Carlos Manoel Gomes da Silva, 20, em Manuel Urbano. O caso foi registrado no último sábado e revoltou os familiares do rapaz e a população do município.

O comandante disse que, além de comunicar o fato ao defensor, também estaria levando esclarecimentos sobre as providências que estão sendo tomadas para resolver o problema. “O processo deve se feito com o máximo de transparência, até para dar uma resposta rápida para a sociedade”, declarou.

As informações são de que a vítima foi presa na madrugada de sábado, por volta das 2h20 e ao sair da delegacia começou a passar mal, ocasião em que foi atendido pelo serviço de saúde do município e depois encaminhado para Rio Branco, onde morreu às 20 horas.

“Digo e repito que toda e qualquer denúncia, por menor que possa parecer, tem que ser apurada. Temos que trabalhar com transparência, dar respaldo para os policiais que trabalham de forma correta e punir os que trabalham mal. Não há intenção nossa de ficar resguardando quem quer que seja que pratique coisas erradas”, acrescentou.

O comando ainda não conseguiu apurar os fatos com mais profundidade e destacou o capitão/PM Messias, de Sena Madureira para Manoel Urbano, sendo que o transporte via fluvial é lento e até tarde de ontem ele não havia chegado ao município. Os dois policiais foram transferidos para Rio Branco e afastados do cargo até sair o fechamento do inquérito.

O defensor Rodrigo Curti explicou que o MPE se propõe a acompanhar de perto as investigações que já foram iniciadas pela polícia militar. “O que for de atribuição da promotoria nós vamos fazer com base na lei. Nesse momento não há necessidade de fazer uma investigação paralela. Vamos esperar o resultado do inquérito policial e as conclusões do laudo do exame de corpo de delito para podermos tomar as outras decisões”.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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