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Fim da greve da Educação Maioria vota pelo fim da paralisação em assembléia, mas categoria pede apoio à Aleac para continuar a luta |
![]() Movimento vinha dando sinais de desgaste |
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Depois de 12 dias de greve, os servidores da Educação
do Acre decidiram terminar o protesto em votação realizada
ontem na quadra do Colégio Estadual Barão do Rio Branco
(CEBRB). Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Elza Lopes, a maioria dos presentes optou pelo fim da paralisação do ano letivo. Não foi uma unanimidade. Ainda assim, o fato de diversas escolas burlarem a decisão de manter a greve mostra que o movimento já não tinha mais a mesma força que há quase duas semanas, quando iniciou. ALEAC – Mesmo com o início (geral) das aulas, os sindicalistas afirmam que a luta pela vitória nos três pontos de divergência com o governo continuará. Ainda ontem, uma comissão se reuniu com os deputados da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) para tentar obter apoio dos parlamentares. “Eles se comprometeram em lutar junto com a gente por esses três itens”, diz Elza Lopes. Também ficou decidido que os servidores farão visitas às comunidades acreanas para explicar o que vem ocorrendo, além de providenciar um abaixo-assinado a ser enviado ao governador Jorge Viana. DIVERGÊNCIAS – Nesses 12 dias de negociação, os sindicalistas obtiveram vitórias em três itens: conquista do direito à progressão dos professores (de três em três anos subir um patamar ou letra na escala da Educação), fim da letra de acesso aos recém-formados e aposentadoria na letra G (criada pelo governo, já que antes a escala só ia até a letra F). Porém, não houve avanço quanto à isonomia do teto salarial em relação às demais secretarias estaduais (governo propôs R$ 2.240, servidores pedem R$ 3.183), à criação do Fundo Previdenciário para os aposentados e ao aumento salarial para os funcionários de apoio (cuja proposta do governo era de aumento de R$ 50). Contudo, a própria diretoria do Sinteac, desde a primeira assembléia, reconheceu que foram muitas as vitórias após dois anos de tentativas frustradas. RAZÃO – Apontada como “mancomunada com o governo”, Elza Lopes chegou a ser hostilizada por facções mais radicais do movimento por ser a favor de uma negociação sem precisar apelar para a greve. “Mas a história vai se encarregar de mostrar que nós sempre estivemos com a razão”, previu. |
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