COTIDIANO

Integrando a juventude que faz a diferença

OJB e MTb querem criar rede de gestores de todo o país que desenvolvem políticas públicas para os jovens

Regiclay Saady
Sandro Resende (D) deu
início à organização da rede de
gestores no Acre


Andréa Zílio

Reunir gestores jovens de todo o Brasil, que trabalham em uma política voltada a eles, integrando idéias, experiências e projetos, é a tarefa que pretende cumprir a Organização Brasil de Juventude (OBJ), em parceria com o Ministério do Trabalho e os governos de nove Estados do país, inclusive o Acre, criando uma Rede de Gestores Jovens.

Ela começa a ser organizada e pensada em Colóquio de Gestores em Políticas Públicas de Juventude que estão sendo realizados nesses Estados. No Acre, ele aconteceu ontem, com a presença do membro da organização Sandro Resende.

A partir dos Colóquios regionais, será realizado nos dias 17 e 18 de março, no Rio de Janeiro, o encontro nacional. Mas é nessa primeira etapa, segundo Sandro, que os gestores terão a chance de expor propostas, para que sejam levadas no próximo contato. “É a chance de levantar as questões relevantes e necessidades de acordo com cada realidade”, comenta.

O terceiro passo será no encontro em Brasília, nos dias 25 e 26, quando será feita a validação da metodologia usada, que ficará disponível para ser copiada em outras criações de rede. No dia 30, ainda de março, será feito o lançamento da Rede, em São Paulo.

VANTAGENS - Criada em 1998, a OBJ iniciou o trabalho de criação de Rede com curso de formação de gestores em políticas públicas por todo o país. Mais de 800 pessoas o fizeram. A criação da Rede é uma etapa dessa idéia, que se concretiza com a integração de jovens do Brasil.

Sandro conta que, dessa maneira, os gestores poderão realizar intercâmbios, debater projetos, trocar experiências e, principalmente, verificar necessidades e demandas específicas desse público, o que permite um melhor conhecimento para a elaboração de políticas públicas destinada aos jovens.

O público no Acre foi de gestores governamentais e movimentos juvenis. A OBJ é responsável por realizar os Colóquios com o financiamento do Ministério do Trabalho. O governo do Acre colaborou, principalmente, com articulação do encontro local, segundo o secretário da Seja, Leonardo Brito.

Sandro diz que no Acre existem políticas para a juventude. Ele a credita que a Seja foi construída de maneira representativa, mas alerta que o segundo passo é criar ações voltadas para projetos que tenham impacto na vida dos jovens. “Tem espaço para o protagonismo enfocar idéias jovens, mas, enquanto executivo, a secretaria tem de mostrar resultados”, comenta.

Trabalhar interligado com gestores jovens de todo o Brasil, para o membro da OBJ, é uma oportunidade de crescer com projetos que atendam as necessidades reais dos jovens acreanos.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de fevereiro de 2005
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