COTIDIANO

Caso Chiquilita: julgamento deve terminar hoje

Cinco acusados respondem pelo crime do conselheiro do Tribunal de Contas Marciliano Reis Fleming ocorrido em 2001

Regiclay Saady
Acusados aguardam enquanto testemunhas são ouvidas


Renata Brasileiro

O julgamento dos cinco acusados de assassinar o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE), Marciliano Reis Fleming, em janeiro de 2001, começou na manhã de ontem, por volta das 9h30, e até o fechamento desta edição não havia saído o resultado.


A previsão é de que a audiência seja concluída hoje, quando será aberta a sessão de debates entre os defensores e os promotores de Justiça do Estado.

De acordo com o promotor Leandro Portela, o tempo é o necessário para que o juiz Fábio Costa Gonçalves ouça todos os réus, 15 testemunhas e, em seguida, aconteça o debate.

A audiência, que está acontecendo na Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, tem sido acompanhada por cerca de cem pessoas, entre elas familiares dos acusados.

Suspenso por meia hora

Por volta das 14h30, o juiz determinou a suspensão do julgamento por meia hora. A interrupção se deu pelo fato de a advogada Salete Maia ter solicitado que a Defensoria Pública assumisse a defesa de sua cliente, a acusada Mercedes Freitas de Oliveira, viúva da vítima.

De prontidão, o defensor público, Valdir Perazzo, contestou a decisão, pedindo que a sessão fosse suspensa. Nesse momento, dois réus haviam sido ouvidos pelo juiz.

ACUSADOS - Além da viúva do ex-conselheiro, estão acusados de envolvimento no crime Cleydivar Alves de Oliveira, Aurimar Fidelis Aragão, André Luiz de Oliveira Barbosa e Israel Villarouca da Silva. Consta ainda um homem conhecido somente por “Primo”, que estaria envolvido no homicídio, mas não se sabe de seu paradeiro.

Exceto Aurimar Fidelis Aragão, os demais réus estão cumprindo prisão preventiva desde a época do crime.

O CASO - De acordo com o inquérito policial, instaurado no dia 4 de abril de 2003, está provado que Marciliano Reis Fleming, mais conhecido como “Chiquilita”, era usuário de entorpecentes e álcool, motivo pelo qual a denunciada (viúva) teria decidido com os conhecidos Israel Villarouca e Aurimar Fidelis planejar a morte da vítima e então passar a administrar sua herança.

Os três, supostamente, são os mandantes do crime e teriam contratado Clydivar Alves e “Primo” (que fornecia drogas para Chiquilita) para eliminar a vítima.

O inquérito diz ainda que o assassinato aconteceu na chácara da vítima, localizada em Porto Acre, onde ele foi amordaçado e amarrado, em seguida levado em sua própria caminhonete para ser morto no ramal do Bosco.

Ainda não se tem conhecimento de quem efetuou os nove disparos de pistola que matou Chiquilita, mas todos teriam agido em comum acordo e por isso poderão receber a mesma sentença.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de fevereiro de 2005
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