COTIDIANO
 COLUNAS
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Padre Walmir propõe que cada parlamentar doe pelo menos R$ 500 para comunidades atingidas pela alagação

Leonildo Rosas
Padre Walmir quer que cada
mês uma obra seja realizada


Marcela Barrozo

Solidário com a situação de diversas famílias que se vêem obrigadas a abandonar seus lares devido à invasão das águas dos rios, o deputado Padre Walmir (PT) propôs ontem durante sessão na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) que cada parlamentar doasse um pouco de seus salários para os atingidos.

Em seus argumentos, Padre Walmir afirmou que o mundo inteiro voltou suas atenções para as vítimas dos maremotos que atingiram a Ásia e a África. “E aqui no Acre, as famílias atingidas perguntam: ‘onde estão os políticos, que vêm aqui em época de eleição nos pedir votos?’”.

PROPOSTA – Pensando nisso, o parlamentar sugeriu que a Aleac entrasse em ação e que, além de doar um pouco de seus recursos às comunidades afligidas – acima de R$ 500, não menos do que isso –, trabalhasse para que a cada mês uma obra fosse realizada em nome da casa. “Para que, no final da nossa legislatura, ficasse gravada a nossa marca nesses municípios”.

Só em Sena Madureira são mais de 300 famílias desabrigadas. Em Rio Branco, cerca de 40, sem contar os flagelados em Tarauacá, um dos municípios mais atingidos pela enchente dos rios. “Tenhamos piedade e amor para com aqueles que estão desabrigados. Eu mesmo tive votos em treze municípios e alguns daqui, tiveram de todos”, apelou o deputado.

Padre Walmir redigiu uma espécie de abaixo-assinado com o nome de cada deputado, para que aquele que se solidarizasse com a situação das vítimas da alagação assinasse ao lado. Até a sessão se encerrar, apenas Edvaldo Magalhães (PC do B), havia se inscrito.

OPOSIÇÃO – Para justificar os demais, que (ainda) não se solidarizaram com a aflição de seus eleitores, o deputado Luiz Calixto (PDT) preferiu tecer críticas ao governo, afirmando que esse tipo de campanha não resolveria o problema que a população enfrenta.

“Talvez seja melhor deixarmos de fiscalizar o Estado para realizar obras”, ironizou Calixto. “Posso doar até dois mil reais para a sua ‘cotinha’, mas isso não passará de solidariedade momentânea”.

RESPOSTA – Finalizando o apelo, perto do término da sessão, Padre Walmir anunciou que deixaria o abaixo-assinado em cima da tribuna, esperando pela adesão de mais parlamentares. “Eu sei que essa função não é do Legislativo, mas o Brasil é um povo solidário. Não podemos esperar que o governo faça tudo”, rebateu.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 23 de fevereiro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
   ANCELMO GÓIS
Com Ancelmo Góis
 
 
P E S Q U I S A