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Rompendo as fronteiras em prol da arte Caravana enfrentará viagem de quatro dias de barco para levar a arte do teatro aos moradores de Jordão |
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A proposta do projeto de levar o teatro até as populações que vivem no eixo da BR-364 chamou a atenção do Prêmio Funarte da Fundação Nacional de Arte, e foi aprovado por meio da lei de incentivo à cultura do governo federal, sendo o único trabalho do Acre a ser selecionado. A verba recebida possibilitou o grupo Vivarte viajar por vários municípios para apresentar os espetáculos “Manuela e o boto” e “Brincando com cordel”. Mas o ápice de toda essa aventura que está na metade, será a visita ao município do Jordão, cerca de 500 quilômetros da capital Rio Branco. Lugar que para chegar exige estrutura e disposição. A viagem das dez pessoas que integram o grupo será feita de avião até o município de Tarauacá, e de lá, seguem em mais quatro dias de viagem de barco. As apresentações e oficinas que oferecerão à população acontecerá no dia 09 de abril. “O Jordão não tem acesso as atividades culturais que acontecem no Estado. A comunidade está ansiosa, mas acredito que nós, do grupo Vivarte estamos ainda mais, pela responsabilidade em oferecer arte, cultura, à essas pessoas”, diz a diretora do grupo, Maria Rita Costa. Mas, antes disso, o grupo Vivarte já passou por Acrelândia, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima e nas cidades de Porto Velho, Jaci-Paraná, Guajará-Mirim e Vila Extrema, em Rondônia. No próximo dia 27, eles se apresentam durante a Semana do Teatro, na Gameleira com “Manuela e o boto”, e no dia 28, é a vez do “Brincando com cordel”, no Mercado Velho. No dia 2 de abril, o grupo vai até Tarauacá e Feijó. O projeto Circuito na BR-364 é patrocinado pelo Prêmio Funarte/Petrobras, por meio da Petrobras, Funarte, Ministério do Meio Ambiente, Lei de incentivo à Cultura, com o apoio da Fundação de Cultura Elias Mansour, prefeitura de Rio Branco e Federação de Teatro do Acre (Fetac). Formação de profissionais - O valor de R$ 55 mil do projeto possibilita que os dez integrantes do grupo Vivarte cheguem aos municípios, encenem os dois espetáculos e também realizem oficinas em lugares em que profissionalização nessa área é coisa rara. As oficinas segundo Rita, ajudam também na formação de novos profissionais e até mesmo o surgimento de outros grupos teatrais. Mas para realizar todo esse trabalho o grupo Vivarte tem se empenhado e suado muito. Cada parada nas cidades dura em média dois dias, com realização de oficinas durante o dia e espetáculos no fim de tarde ou à noite. Mas Rita garante que tudo isso vale a pena. “É muito prazeroso recebermos o carinho dessas pessoas nestas cidades, ensinarmos e aprendermos com elas. Em cada lugar deixamos um fruto do nosso trabalho”, diz. |
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| Com Moisés Alencastro |
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