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NACIONAL

Contag reivindica política de entressafra no Ministério do Trabalho e Emprego

 


Monique Maia

Brasília - Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) se reuniram ontem com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para reivindicar a criação de uma política de apoio aos assalariados de entressafra.

Segundo o diretor de Assalariados da entidade, Antônio Lucas Filho, os trabalhadores são dispensados ao final da safra e ficam sem receber o seguro-desemprego e os salários correspondentes ao prazo do aviso prévio. “Ele [trabalhador] fica desprotegido, e até que consiga um novo emprego, demora de quatro a cinco meses”.

Durante a reunião, os trabalhadores também pediram o apoio do ministro no processo de votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438, que estabelece a expropriação de propriedades onde forem encontradas trabalho em situação análoga à de escravidão.

“Estamos fazendo toda uma pressão nacional para que a PEC seja votada na Câmara dos Deputados”, afirmou Lucas Filho.

Os pontos discutidos nesta terça-feira fazem parte da pauta de reivindicações do Grito da Terra Brasil, movimento organizado pela Contag desde 1995.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego, as reivindicações serão analisadas pelo ministro, que está disposto a dialogar com os trabalhadores.

Além do encontro da Contag com o governo, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) participou de duas audiências.

A primeira ocorreu ontem com representantes da Secretaria de Desenvolvimento Agrário. No encontro, foi debatida a inclusão dos agricultores assentados que recebiam crédito fundiário no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A segunda reunião foi realizada com a gerência de Agronegócios do Banco do Brasil. De acordo com o vice-presidente da Fetag-RS, Sérgio de Miranda, o encontro foi para tentar renegociar as dívidas dos agricultores.

“As safras frustradas, aliadas aos baixos preços, fizeram com que os agricultores acumulassem dívidas. Estamos solicitando a prorrogação delas”.

Outro ponto foi o financiamento dos trabalhadores rurais para a produção de trigo. Segundo Miranda, a maioria dos produtores do estado não tem conseguido o financiamento. “A direção do banco prometeu encontrar uma solução sobre isso”. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 23 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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