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POLÍTICA

Universitários defendem Diretas Já na União Nacional dos Estudantes

Movimento quer que todos os acadêmicos tenham direito a voto

Marcos Vicentti
Estudantes exibem camisetas
com o slogan da campanha


Whilley Araújo

Para que todos os acadêmicos das universidades do país tenham direito a voto na eleição que escolhe a diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), e não apenas os delegados que representam essas faculdades, como acontece hoje, um movimento composto por alunos de vários centros de ensino superior do Brasil busca Diretas Já.

Segundo estudantes acreanos que integram o movimento, após mal sucedida tentativa de implementação de eleição direta para a Diretoria da UNE, foi adotado um complexo sistema de eleição de sua chapa, que ao longo do tempo, tornou-se viciado e amoral – onde a maior parte dos acadêmicos desconhecem totalmente, ou, apenas ficam sabendo por alto das atividades, funções e lutas impulsionadas pela União Nacional.

“Ao propor eleição indireta para a escolha da diretoria sem um amplo debate das formas de garantir a lisura e a legitimidade do processo, permitiu-se a corrupção do processo e a transformação dos congressos em um fórum eleitoreiro e politicamente esvaziado, ante a um espaço de debate e formulações não existentes”, afirma Tiago Higino, suplente de delegado para o Congresso Nacional da UNE (Conune) e acadêmico do curso de Direito da Uninorte.

Ele diz que o processo de escolha dos delegados do Conune pressupõe os mecanismos de eleição em urna ou assembléia, entretanto, o que se vê de fato, são assembléias que perderam seu formato de Fórum Deliberativo com ampla discussão em razão de passagens em salas para a mera coleta de assinaturas sem debate das teses a serem defendidas.

“Internamente, a UNE,não tem hegemonia de pensamento. Tem de tudo dentro da direção, mas a maioria dos membros é ligada aos partidos de centro-esquerda. E essa partidarização da entidade sempre foi uma marca forte e isso talvez seja a grande responsável pelo afastamento da UNE da base universitária. Hoje, a direção é composta basicamente por políticos profissionais que não freqüentam uma cadeira universitária”, denuncia Higino.

O acadêmico de Direito assegura que a UNE defendeu as Diretas Já, mas a direção - ligada à União da Juventude Socialista (UJS) - não aceita discutir a possibilidade de eleições diretas para presidente e membros da direção.

“Portanto, pedimos total apoio ao Movimento Diretas Já na UNE para que todos nós, estudantes, possamos exercer os plenos direitos que nos assistem e termos participação direta nos procedimentos da entidade, fortalecendo assim o movimento estudantil”, pontuou.

A escolha dos delegados que terão direito a voto nas Eleições da UNE acontece amanhã nas salas de aula de todas as universidades do país. O presidente da entidade deverá ser eleito no próximo dia 8 de Julho, durante o Conune, que acontecerá em Brasília.

 
 
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Rio Branco-AC, 23 de maio de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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