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Esquadrão Arara cumpre missão em Rio Branco Treinamento de transporte e lançamento de cargas está sendo realizado pela primeira vez na capital |
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Em missão de treinamento, mais de 60 militares do Esquadrão Arara, baseado em Manaus, chegaram a Rio Branco há uma semana, onde estão sendo instruídos na modalidade de transporte e lançamento de cargas. Essa é a primeira vez que a Força Aérea Brasileira (FAB) sedia a capital acreana como centro de treinamento. Segundo o comandante do esquadrão, coronel Jeferson, a Amazônia possui variações de clima e vegetação em cada Estado, daí a importância de se fazer um preparo da equipe de acordo com as peculiaridades de cada localidade, e não somente em nível de região. Ele explicou que o treinamento tanto serve para a guerra como para ajudar a população em situações de risco. Em Rio Branco, o treinamento foi intitulado Operação Madeira. “A tripulação está estudando os fatores climáticos da região e fazendo uma espécie de adaptação para cumprir uma eventual missão, bem como prestar assistência a alguma comunidade isolada por conta de um alagamento, por exemplo”, explicou o coronel. Para a execução da operação, os militares vieram em três aeronaves modelo C-115 Búfalo, que possui características vantajosas para o propósito do treinamento. Até quatro toneladas de carga podem ser transportadas no avião, que se destaca pela facilidade de aterrissagem em pistas curtas ou sem estrutura alguma para fazer a manobra. A navegação da aeronave é feita em baixa altura, o que facilita no lançamento das cargas transportadas caso não haja possibilidade alguma de se fazer o pouso, como, por exemplo, numa região de mata fechada. “Essa é uma das partes mais difíceis durante a missão. Por esse motivo, temos de ter conhecimento da área que estamos sobrevoando para que possa ser calculado o lançamento da carga, a altitude, o vento, enfim, todos os fatores. Caso contrário, a carga não será lançada no ponto exato”, destacou o tenente Peixoto, um dos pilotos em missão. Durante o treinamento em Rio Branco, que deve ser concluído na próxima semana, os pontos de lançamento das cargas estão localizados no antigo aeroporto. Ao invés de remé-dios ou alimentos, os recipientes, que chegam ao solo com ajuda de um pára-quedas, contêm água. A simulação é feita pelo menos cinco vezes ao dia. Mecânicos, pilotos, radioperadores e mestre de carga são os responsáveis pela execução de cada vôo, cuja duração é de 50 minutos. Missão de Misericórdia O treinamento oferecido aos militares tem o objetivo de preparar para a guerra, mas nem por isso eles esperam uma batalha para pôr toda a sua eficiência em prática. Por isso, com uma certa freqüência os oficiais colocam em ação a Missão de Misericórdia. Trata-se de uma assistência dada à população em situações extraordinárias. Somente no Acre, foram inúmeras as vezes que o esquadrão veio transportando cargas para a população. Há pouco mais de um mês, toneladas de medicamentos foram desembarcadas em Cruzeiro do Sul. Operação Madeira A equipe de reportagem do Página 20 acompanhou a primeira missão do dia, realizada ontem, pela equipe comandada pelo capitão Moutta. A aeronave levantou vôo pontualmente às 9 horas, para cumprir três lançamentos de carga no antigo aeroporto, sendo que a primeira deveria ser lançada às 9h45. A execução da primeira tarefa aconteceu no momento exato. Os três pontos estavam marcados na pista com tinta amarela. O limite de erro do alvo era de 200 metros. Todos os lançamentos foram feitos com sucesso, e a distância da carga para o alvo não chegou a cinco metros. “Essa é a maior preocupação para não perdermos tempo nem inutilizarmos a carga lançada. A intenção é que os produtos cheguem às mãos dos beneficiados”, enfatizou o comandante. Competição testa capacidade dos esquadrões Uma vez por ano, todas as equipes de aviação do Brasil, que somam mais de mil militares, participam de uma competição na modalidade de lançamento de cargas. Este ano, ela será realizada em Manaus, de 18 a 28 de agosto. Aquelas equipes que demonstram maior exatidão nas manobras são as merecedoras do prêmio, segundo o tenente Peixoto. “A competição entre os esquadrões é uma forma de incentivar os militares a fazer maior aproveitamento possível dos treinamentos. A capacidade de cada um é testada no momento da execução das provas”, completou o tenente. |
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