COTIDIANO

Seminário discute perdas de água no Acre

Objetivo dos governos estadual e municipal é contribuir para a melhoria da gestão dos serviços de saneamento

Marcos Vicentti
Cursos profissionalizantes visam
ampliar oportunidades aos jovens


Com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão dos serviços de saneamento no Acre, o governo do Estado realizou ontem, em parceira com a Prefeitura de Rio Branco e o Ministério das Cidades, o I Seminário de Gestão das Perdas de Água e Uso Racional de Energia Elétrica no Saneamento Para o Estado do Acre. O evento aconteceu no auditório do Sebrae e contou com a presença de dezenas de técnicos em saneamento de todo o País, representantes do Ministério das Cidades, da Fundação Nacional de Saúde e de secretarias e empresas estaduais e municipais, além do prefeito Raimundo Angelim.

De acordo com o engenheiro Néri Chilanti, especialista do Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS), a troca de informações e o debate sobre métodos de gestão, utilizando a experiência de outros estados, configura-se como uma das raras oportunidades de aperfeiçoamento no setor de saneamento. Conforme o engenheiro, as elevadas perdas nos sistemas produzem impactos negativos de diversas naturezas, tais como: no meio ambiente (maior demanda de água); nos custos (maior necessidade de investimentos em novas instalações de produção e de distribuição de água, maiores custos operacionais no tratamento); nas receitas (redução do faturamento). “O Ministério das Cidades tem a responsabilidade de aperfeiçoar o sistema de saneamento do país. Nós acreditamos que o problema das perdas de água no Brasil é uma decorrência do mau gerenciamento das empresas de fornecimento. Estamos aqui no Acre para discutir essas questões e encontrar mecanismos que nos ajudem a diminuir o desperdício de água”, disse o representante do Ministério das Cidades.

O prefeito Raimundo Angelim aproveitou a ocasião para falar de sua preocupação com a degradação dos mananciais de Rio Branco, citando como exemplo a seca do Rio Acre, cujo nível caiu a três metros de profundidade em apenas 45 dias de verão, o que pode comprometer o abastecimento de água. Segundo o prefeito, “é preciso vontade política e técnica para evitar que as políticas públicas sejam interrompidas a cada quatro anos, sempre que um novo prefeito é eleito”.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), órgão ligado ao Ministério das Cidades, informam que a média nacional de desperdício de água no Brasil é de 44,7%. O índice é referente ao ano de 2004. No Acre, o desperdício já chegou a 70%, incluindo as perdas nas casas dos consumidores e também as do Deas e do Saerb. “A água no Acre é uma das mais baratas do Brasil, mas infelizmente o desperdício é muito grande. Esse seminário irá nos ajudar a encontrar soluções para esse mal”, disse o diretor do Deas, Tácio de Brito.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de junho de 2005
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