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Seminário discute perdas de água no Acre Objetivo dos governos estadual e municipal é contribuir para a melhoria da gestão dos serviços de saneamento |
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De acordo com o engenheiro Néri Chilanti, especialista do Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS), a troca de informações e o debate sobre métodos de gestão, utilizando a experiência de outros estados, configura-se como uma das raras oportunidades de aperfeiçoamento no setor de saneamento. Conforme o engenheiro, as elevadas perdas nos sistemas produzem impactos negativos de diversas naturezas, tais como: no meio ambiente (maior demanda de água); nos custos (maior necessidade de investimentos em novas instalações de produção e de distribuição de água, maiores custos operacionais no tratamento); nas receitas (redução do faturamento). “O Ministério das Cidades tem a responsabilidade de aperfeiçoar o sistema de saneamento do país. Nós acreditamos que o problema das perdas de água no Brasil é uma decorrência do mau gerenciamento das empresas de fornecimento. Estamos aqui no Acre para discutir essas questões e encontrar mecanismos que nos ajudem a diminuir o desperdício de água”, disse o representante do Ministério das Cidades. O prefeito Raimundo Angelim aproveitou a ocasião para falar de sua preocupação com a degradação dos mananciais de Rio Branco, citando como exemplo a seca do Rio Acre, cujo nível caiu a três metros de profundidade em apenas 45 dias de verão, o que pode comprometer o abastecimento de água. Segundo o prefeito, “é preciso vontade política e técnica para evitar que as políticas públicas sejam interrompidas a cada quatro anos, sempre que um novo prefeito é eleito”. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), órgão ligado ao Ministério das Cidades, informam que a média nacional de desperdício de água no Brasil é de 44,7%. O índice é referente ao ano de 2004. No Acre, o desperdício já chegou a 70%, incluindo as perdas nas casas dos consumidores e também as do Deas e do Saerb. “A água no Acre é uma das mais baratas do Brasil, mas infelizmente o desperdício é muito grande. Esse seminário irá nos ajudar a encontrar soluções para esse mal”, disse o diretor do Deas, Tácio de Brito. |
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