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POLÍTICA

A desembargadora que ajudou desembaraçar obras vem ver de perto o Parque da Maternidade

Assusete Magalhães, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, conheceu o Parque da Maternidade

Mauro Maciel
Assusete diz estar realizada por ter contribuído com a construção


Uma das pessoas fundamentais no processo de desembaraço para a construção do Parque da Maternidade, em Rio Branco, a desembargadora federal Assusete Magalhães, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, conheceu ontem de perto a obra que de alguma forma ela ajudou a construir. A desembargadora foi a relatora do processo através do qual o governo federal e o governo do Estado foram “condenados” a realizar a obra, que estava embargada desde o início dos anos 90, quando foi objeto de uma série de escândalos de corrupção, aos quais é atribuída inclusive o assassinato do então governador Edmundo Pinto.

A obra foi realizada no primeiro mandato do governador Jorge Viana, após a Justiça Federal ter decidido que o governo seria condenado a realizar a obra através do Governo do Estado e que a empresa que havia ganhado a concorrência para realizar a obra no governo de Edmundo Pinto, ao preço de US$ 100 milhões de dólares, teria que ser afastada do processo. “Foi a primeira vez que um governo pediu à Justiça para ser condenado. Foi uma das estratégias da luta que travamos em Brasília. Depois da decisão da Justiça Federal, na pessoa da desembargadora, tivemos que trabalhar noutra direção, para convencer o governo federal a não recorrer da decisão, porque se recurso houvesse dificilmente o julgamento sairia em tempo da realização da obra”, disse o governador Jorge Viana, ao lembrar o caso. “Nesse sentido, o ministro Pedro Malam que estava na Fazenda, foi muito sensível aos nossos pleitos”, disse.

Jorge Viana recebeu a desembargadora em seu gabinete na noite de terça-feira. Ela estava acompanhada dos juízes federais da seção judiciária da Justiça Federal no Acre, Jair Facundes, e David Abreu Pardo, além do chefe do gabinete civil do Governo, o procurador Roberto Ferreira da Silva. Corregedora geral de Justiça do TRF, a desembargadora veio ao Acre para uma correição ordinária na seção judiciária da Justiça Federal. “Mas a gente não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para mostrar a desembargadora o fruto do trabalho em que ela também tomou parte”, disse Jorge Viana. “O governo do Estado é muito grato à Justiça Federal e ao próprio Ministério Público Federal pela ajuda nessa tarefa”, acrescentou.

Assusete Magalhães afirmou que, diante da magnitude da obra, se sente realizada por ter participado do processo. “É muito bom saber que, neste caso, a Justiça foi feita, principalmente por se tratar de uma obra que serve tão bem a cidade de Rio Branco”, disse a desembargadora.

 
 
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Rio Branco-AC, 23 de junho de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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