| COTIDIANO | |
Dinheiro jogado fora Velhas “paradas” construídas de material metálico não resistiram às chuvas e foram danificadas pela ferrugem |
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Os abrigos de ônibus que viraram sucata ainda na gestão do ex-prefeito Isnard Leite estão depositados no pátio da RBTrans à espera de uma destinação por parte da autarquia. A velhas “paradas” construídas em material metálico haviam sido instaladas no fim da administração anterior, mas não resistiram às chuvas e foram danificadas pela ferrugem. Os abrigos haviam sido construídos por meio de um convênio firmado entre a prefeitura e o Banco do Brasil, cuja aplicação do referido recurso foi questionada pela comunidade na época, em virtude da necessidade de tapar os buracos que cobriam a maioria das ruas da capital. Quando foram substituídas pela estrutura de metal, a maioria das paradas construídas em madeira ainda estava praticamente intacta, o que motivou ainda mais a indignação da população. O diretor superintendente da RBTRans, Ricardo Torres, confirmou que as velhas estruturas não têm mais utilidade, mesmo tendo os engenheiros da autarquia tentado formas de recuperá-las, o que não foi levado adiante devido aos custos na receita do município. Segundo ele, no trabalho experimental de recuperação em um dos abrigos foi colocada uma telha com isolamento térmico, já que a cobertura anterior não era adequada, incluindo um banco de madeira termicamente melhor. No entanto, as adequações não foram levadas adiante, mas a parada à qual o diretor se refere está instalada na rua Isaura Parente, próxima ao 7º BEC. “A recuperação saiu por um preço muito elevado e cada uma das paradas acabaria custando mais de dois mil aos cofres públicos”, assegurou. Os abrigos construídos em madeira, e com garantia de vida mais longa, custam entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, dependendo do piso onde será edificado. “Resumindo, não foi demonstrado qualquer lucro para o poder público investir na recuperação dos abrigos em metal”, completou. Por esse motivo, afirma torres, a destinação das velhas paradas de ônibus será a inutilização total. “Já entramos em contato com o Banco do Brasil, sendo que a instituição informou que não tem interesse de recuperá-las nem faz objeção em a administração se desfazer do material”, assegurou. Aproximadamente 50, dos mais de 70 abrigos que estavam instalados na cidade, continuam empilhados no pátio da RBTrans. “É bom frisar que a prefeitura continua construindo abrigos. Temos 44 deles em licitação para serem instalados ao longo do verão. Somados a esses 44, teremos mais de 150 abrigos construídos nos últimos dois anos”. Preservação dos abrigos O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, tem se empenhado em cobrar dos órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio público, ações voltadas para a conscientização em relação aos cuidados que a população deve ter com o bem comum. Em várias ocasiões, ele ressaltou sua preocupação ao observar o efeito da ação de jovens, em maioria estudantes, que resulta na pichação das estruturas e na poluição visual. O prefeito sugere que cada cidadão se sinta responsável por proteger a cidade e suas edificações. De acordo com ele, a ação do poder público se torna ineficiente, quando se trata de manter a cidade limpa e bonita, se não houver a colaboração de todos os munícipes. O cidadão pode começar a participar de forma simples, não pichando o patrimônio público, não jogando lixo na rua (alguns ainda jogam entulho pela janela de carros), evitando poluir os rios e igarapés, além de se indignar com a falta desse tipo de educação. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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