COTIDIANO

Terceiro dia de protesto

Agricultor Raimundo Modesto prometeu suspender manifestação durante o fim de semana

 


Whilley Araújo

Pelo terceiro dia consecutivo, o agricultor Raimundo Modesto da Silva se acorrenta nas grades em frente ao prédio do Ministério Público Federal (MPF). Ele permanece no local diariamente, das 7 às 18 horas, sem se alimentar, ingerindo apenas líquidos.

O agricultor revelou na manhã de ontem que dará uma pausa no protesto durante o fim de semana, já que não tem expediente no órgão federal aos sábados e domingos. “Os funcionários do MPF asseguraram que o promotor que irá resolver o meu caso chega amanhã [hoje] e irá me atender na segunda-feira. Nesse dia vou me acorrentar novamente para esperar que me paguem a indenização, pois tenho direito a isso”, argumentou.

Modesto diz que tem recebido apoio da população em sua manifestação. Segundo ele, as pessoas que passam pelo local o oferecem sempre água, refrigerante e alimentação. “A comida eu não aceito, pois enquanto estou aqui faço greve de fome”, comentou.

O agricultor espera receber uma indenização de no mínimo R$ 300 mil. De acordo com ele, a quantia diz respeito a uma desapropriação feita pelo Incra em suas terras. “Essa quantia corrigida chega a R$ 500 mil”, ressaltou.

Na quinta-feira, a assessoria de imprensa do MPF afirmou que o processo do agricultor não era de competência do órgão, isso significa que a chegada do promotor do MPF em nada resolverá o problema de Modesto. Caso isso seja confirmado, o agricultor deve manter seus protestos por um bom tempo, sem solução.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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