COTIDIANO

Mais de dois milhões de peruanos sofrem com a onda de frio e população se mobiliza para ajudar os flagelados

 


Juracy Xangai

Ao meio-dia de ontem, em Juliaca, no Altiplano peruano, próximo ao lago Titicaca, a temperatura de 23 graus abaixo de zero tirou a população das ruas. A situação é tão grave que, além de anunciar a liberação de uma ajuda humanitária de 200 milhões de novos soles (a moeda nacional peruana), o presidente Alan García também propôs a criação de um fundo para indenizar os campesinos pela perda do gado, que morre de frio.

Diante da gravidade da situação, o presidente Alan García fez um apelo à solidariedade nacional para que a população doe agasalhos, cobertores, alimentos e o que mais for necessário para garantir a sobrevivência das famílias mais carentes, principalmente nas áreas rurais e das montanhas onde a distribuição da ajuda humanitária é ainda mais complicado para porque muitas estradas estão intrafegáveis.

O apelo do governo se estende também à responsabilidade social das empresas privadas e de comunicação para que colaborem com a população nesse momento crítico, sobretudo para as famílias mais pobres. “Pela terceira vez dirijo-me ao país pedindo que pensem nos milhões de peruanos que necessitam de nosso apoio neste momento”.

O primeiro decreto presidencial liberando 57 milhões de novos soles em caráter de emergência para socorrer os flagelados foi assinado quarta-feira pelo presidente.

O restante dos recursos estará sendo repassado em ações emergenciais através dos ministérios e demais instituições governamentais.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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