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Polícia Federal incinera 1,2 tonelada de entorpecentes

Marcos Vicentti
Queima do entorpecente
marca a Semana Antidroga


Val Sales

A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Acre, juntamente com os demais órgãos da segurança pública do Estado, fez ontem a incineração de 1,2 tonelada de entorpecentes, fruto das apreensões feitas nos últimos meses. Durante a queima do produto, efetuada em uma das fornalhas da Cerâmica Barro Vermelho, na estrada da Floresta, os representantes da área da segurança reforçaram o trabalho de fiscalização da fronteira e a necessidade de proteção das crianças e jovens.

“Normalmente nós fazemos essas incinerações com um pouco de pesar. Pesar porque percebemos que a quantidade de apreensão vêm crescendo e o objetivo da polícia é o contrário, ou seja, evitar a entrada da droga no nosso país”, explicou o superintendente da PF no Acre, Dirceu Augusto.

Segundo ele, com essa ação, a polícia não sabe se está comemorando a vitória ou uma meia derrota. “A nossa meta é queimar cada vez menos, e isso ocorreria não fosse a crescente atividade das organizações criminosas. Porém, o mais importante é que nesse momento impedimos o consumo de quase uma tonelada e meia de substância entorpecente”, observou.

Já o secretário de Justiça e Segurança Pública do Estado, Antônio Monteiro, assegurou que essa foi uma semana proveitosa em relação ao debate com a sociedade sobre o combate às drogas. De acordo com ele, a intenção é promover um maior envolvimento da sociedade civil com as entidades envolvidas com a segurança para formar um mutirão de defesa e tirar o jovem das drogas.

“É um desafio para a segurança pública do Estado, as polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil, Tribunal de Justiça e Ministério Público, entre outros. Todos caminhando para um único objetivo, que é garantir a nossos jovens uma vida saudável e longe da criminalidade”, acrescentou.

Monteiro disse ainda que a participação da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) reforça o trabalho de recuperação feito pelas as entidades que cuidam dos dependentes químicos. “O despertar da sociedade já começou. Resta apostar na prevenção que começa na família, na rua, no bairro e nos demais setores que envolvem a vida do cidadão,” garantiu.

O comandante da Polícia Militar, Romário Célio, também presenciou a incineração da droga e ressaltou que tal ação o alegrava, do ponto de vista de que muitos crimes foram evitados. Segundo ele, o número de ilícitos que gira em torno do tráfico é grande. “Melhor seria que não existisse droga para ser apreendida e que a sociedade estivesse totalmente protegida”, afirmou.

“Como é praticamente impossível que isso ocorra, cabe a nós, além da parte repressiva, agir de forma intensa na parte educacional, a começar pelas famílias e as escolas. Educar é a melhor maneira de combater o tráfico.”

 

 

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Rio Branco-AC, 23 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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