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POLÍTICA

Roberto Filho diz que continua candidato

Parlamentar promete recorrer ao Supremo de decisão do TSE que cassou seu mandato de deputado estadual

 


O deputado Roberto Filho (PDT) garantiu ontem que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que acolheu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e cassou seu mandato de deputado estadual, exercida desde 2002, não afeta sua candidatura à reeleição. Filho diz que a decisão do TSE não é final que lhe cabe recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) maior corte do país.

“Ainda sou candidato. Essa decisão do TSE não afeta em nada minha candidatura e, tenho certeza, vai ser derrubada no STF. Meus advogados estão aguardando apenas que ela seja divulgada no Diário Oficial para entrarem com recursos”, explica o deputado.

Roberto Filho conta que diversos processos foram impetrados contra ele no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) desde as eleições de 2002, quando foi acusado da compra de voto. No entanto afirma que foi absolvido na maior parte deles. Alguns, no entanto, foram remetidos para o TSE, haja vista que estes só poderiam ser julgados em instância superior. Foi justamente de desses processos que resultou a decisão da cassação de mandato.

Quanto à acusação de compra de voto, Roberto Filho alega que nada ficou provado contra ele. O deputado explica que o que aconteceu foi um equívoco que já ficou provado na justiça.

“Acontece que a Polícia Federal fez uma batida na casa de um eleitor que estava distribuindo sacolões. Mas esses sacolões não tinham nada a ver com a compra de votos. Eram para o pagamento de uma promessa, pois a esposa desse eleitor sofria de câncer no útero e havia se curado. Ele já havia feito duas outras distribuições com o mesmo objetivo. Para comprar esses sacolões, esse eleitor chegou, inclusive, a fazer empréstimos bancários vende uma moto. Tudo isso foi demonstrado nos autos do processo que fui acusado e, por isso, fui absolvido”, explica. Ressalto ainda, que meu nome foi envolvido na questão porque na casa desse eleitor havia alguns santinhos meus. Entretanto, havia santinhos e outros materiais de propaganda de outros candidatos, mas que não foram processados por crime de compra votos”, finaliza.

 
 
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Rio Branco-AC, 23 de agosto de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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