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POLÍTICA

Impasse entre bancários e empresários continua

Paralisação de 24 horas está prevista para próxima terça-feira

Regiclay Saady
Edjane Batista disse que categoria reivindica reposição da inflação


Whilley Araújo

Após cinco rodadas de negociações entre empresários do setor financeiro e bancários nenhum acordo foi firmado. Até o momento, os banqueiros não ofereceram nenhuma contra-proposta em relação às reivindicações dos bancários. A categoria ameaça paralisar as atividades na próxima terça-feira por 24 horas.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários do Acre (Seed), Edjane Batista, a categoria reivindica a reposição da inflação mais um aumento real do salário de 7,05% e participação nos lucros e resultados (um salário bruto mais R$ 1, 5 mil de parcela fixa). “Queremos também 5% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os bancários, o 14º salário e a 13º cesta básica”, completou Edjane.

Os bancários lutam ainda para conseguir a ampliação do horário de atendimento das agências, com a criação de dois turnos, o que segundo eles geraria mais emprego e renda. A presidente do Seed diz que uma outra pauta que está incluída nas reivindicações é o combate ao assédio moral.

“Nas agências bancárias está instalada uma situação muito prejudicial na questão hierárquica porque os gerentes pressionam os funcionários a atingir algumas metas, e acabam ameaçando de forma indireta a perda do emprego”, destacou Edjane.

Ela disse que desde o dia 10 de agosto foi entregue a minuta de reivindicações da categoria aos banqueiros, mas até agora não foi apresentada nenhuma contra-proposta. “Depois da última reunião não houve mais nenhuma conversa entre as duas categorias, por isso estamos fazendo panfletagem próximo às agências bancárias e mobilizando os bancários para participar da assembléia geral na próxima segunda-feira, onde iremos decidir pela adesão ou não à paralisação nacional que irá acontecer na terça-feira”, frisou a presidente.

Avanços junto ao Banco do Brasil

Edjane comentou que a situação entre empresários e bancários ainda está indefinida, porém, alguns avanços já foram conseguidos junto ao Banco do Brasil (BB). “Conseguimos o auxílio babá, que anteriormente era pago a partir do terceiro mês e hoje é desde o nascimento do bebê. Também foi acertado a questão do vale transporte, antigamente era descontado 6% do salário e agora será apenas 4%”, afirmou a presidente.

Uma outra conquista dos bancários foi em relação à Participação em Lucros e Resultados (PLR). “O BB se comprometeu a pagar a PLR nos mesmos moldes do último semestre, ou seja, 4% do salário mais parcela fixa de R$ 365 e distribuição de 4% do lucro líquido linear”, ressaltou Edjane.

 
 
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Rio Branco-AC, 23 de setembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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