COTIDIANO

Imac apreende 400 metros cúbicos de madeira

Extração estava sendo realizada de forma ilegal e seletiva

Divulgação
Madeira estava sendo retirada
no município de Porto Acre


O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) apreendeu 400 metros cúbicos de madeira explorada de forma ilegal e seletiva na região de Porto Acre. O órgão está realizando o monitoramento e a fiscalização do desmatamento e conseqüentemente estão sendo monitorados o transporte e a exploração de madeira em diversos pontos do Estado.

A ação, que vinha ocorrendo logo após o término da expedição de licenças ambientais de desmatamento, foi intensificada no início da semana passada e deve se estender até o final dessa semana. De acordo com o chefe de divisão de controle do desmate e queima do Imac, Ivo Sena, os técnicos estão em campo cruzando as informações dos licenciamentos com a quantidade de madeira que realmente está sendo explorada. Segundo ele, durante a ação de fiscalização foram encontradas irregularidades em algumas propriedades localizadas na região do Caquetá. Madeiras estão sendo retiradas das áreas na forma de corte seletivo, o que é ilegal, o Documento de Origem Florestal (DOF) está sendo usado indevidamente, além do transporte de madeiras sem a documentação correspondente. Proprietários e extratores estão sendo identificados e assim que o relatório estiver finalizado, as penalidades legais serão aplicadas. Está sendo realizado um trabalho em escritório para apurar quais empresas estão sendo beneficiadas.

O Imac em parceria com a Secretaria Estadual de Floresta e o Departamento de Estradas e Rodagens (Deracre) irá realizar o transporte e escoamento de toda a madeira apreendida, que ainda estão em algumas propriedades, na mata, e após será encaminhada para a Fundação de Tecnologia do Estado do Acre (Funtac). O governo do Estado utiliza as madeiras que são apreendidas na construção de casas populares.

“Vamos tirar a madeira rapidamente para que ela possa ser utilizada pelo programa de casas populares”, enfatizou Ivo Sena.

Para o chefe do departamento de gestão dos recursos florestais, Renato Robert, esse monitoramento pós-licença é importante para identificar se a área que está sendo desmatada corresponde com o que foi permitido pelo documento expedido pelo órgão.

“Não vamos permitir que os extratores com a conivência dos produtores realizem a garimpagem florestal, explorando áreas e espécies não permitidas”.

 

 
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Rio Branco-AC, 23 de outubro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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