| POLÍTICA | |
Fé e obras Encontro de religiosos do Acre e Rondônia decide que é preciso agir nas questões ambientais e repor a ética na política |
![]() Especialista em Velho Testamento, Carlos Dreher, proferiu palestra sobre a Amazônia |
A urgência em solucionar problemas ambientais e econômicos para garantir o bem-estar dos que vivem a Amazônia, assim como a reinserção da moral e da ética na política brasileira, dominou os debates do IV Encontro Estadual do Movimento Fé e Política, no Acre, durante todo o último sábado, no auditório da escola Armando Nogueira. Agir em defesa da mulher, das causas indígenas, do emprego e no combate à fome, fiscalizar o uso dos recursos públicos, cobrar resultados do mandato dos políticos, denunciar injustiças e desonestidade como forma de promover o bem-estar coletivo da população. Pastores, padres, pais-de-santo, pajés, representantes da religiosidade espírita e daimista, além de não-religiosos, participaram dos debates. A ordem é orar e agir, cumprindo bem a advertência bíblica: “A fé sem obras é morta!”, então é arregaçar as mangas e realizar ações como proposto Dia de Mutirão do Igarapé”, quando a população, estimulada por seus líderes religiosos, comunitários ou políticos, dedicariam um dia a cuidar de seus igarapés, igapós, nascentes e pequenos cursos d’água como forma de contribuir para a preservação desse importante recurso sem o qual a existência da vida torna-se impossível. Os prefeitos Raimundo Angelim (capital), Michel Marques (Bujari) e Paulinho Almeida (Plácido de Castro), além dos deeputados Nilson Mourão (fedral) e Naluh Gouveia (estadual) participaram da cerimônia de abertura do evento. Após a realizações das palestras “Amazônia e a Profecia nos dias atuais” e “A ética na Política”, seguiram-se debate e o intervalo para o almoço. Plenária popular A partir das 14 horas, 156 pessoas distribuídas em oito grupos temáticos debateram e popuseram soluções para problemas como a questão do uso e conservação da água e dos recursos naturais. A necessidade de haver uma acompanhento mais cuidadoso sobre como os políticos exercem os mandatos a eles concedidos pela popular; além de fortalecer as entidade de mobilização e decisão popular para as questões de interesse coletivo ou difuso. A problemática das mulheres urbanas, rurais e idesde a questão do combate à violência doméstica até questões de saúde, qualificação profissional e indígenas, neste caso, a posse da terra, o estímulo a uso de novas tecnologias, como também o respeito à diversidade cultural, religiosa e à sexualidade, além da necessidade de ações práticas com relação à criança e ao idoso foram temas da discussão. Sem radicalismos, foi lamentada a situação de imoralidade a que vem sendo exposta a classe política brasileira, cuja maioria é honesta. Ficou proposta uma ação coletiva de defesa da reinserção dos princípios éticos nas esferas municipal, estadual e federal pela militância vigilante, cobradora e denunciadora das ações desonestas. Raimundo Angelim destacou um exemplo acreano de trabalho positivo em favor da população, tendo como fundamento a fé e a política honesta. “Padre Paolino é para mim a expressão viva da fé e da política em mais de 50 anos de sua militância em favor daqueles que vivem ao longo dos rios e igarapés do Iaco e Purus”, disse o prefeito. “Não gosto daqueles que discursam e não fazem disso uma prática do dia-a-dia. Ver aqui tantos militantes políticos e religiosos, ou as duas coisas, dispostos a trabalhar juntos, faz-me acreditar que esse movimento tem força e capacidade para contribuir positivamente para o desenvolvimento da Amazônia, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental para promover a justiça social.” Secretário nacional do Fé e Política, o deputado Nilson Mourão é um dos fundadores do movimento no Acre. “Nossa crença e nossa militância nos impulsionam para a construção de um Brasil e um mundo mais solidários, mais fraternos e de fé. Vivemos um momento político muito difícil, mas a verdade prevalecerá sobre a mentira porque a maioria das pessoas é boa e honesta. Temos na política, nos campos sociais, econômicos e ambientais uma longa luta e para vencermos as batalhas não bastam apenas as armas, é preciso agir com inteligência e ousadia”, afirmou. Naluh Ele aproveitou a ocasião para fazer ma agradecimento e uma homenagem especial à deputada Naluh Gouveia por sua militância de luta em defesa dos professores e dos movimentos sociais acreanos ao longo de toda sua vida, sempre pelo Partido dos Trabalhadores, do qual desfiliou-se na última semana para que possa ser nomeada conselheira o Tribunal de Contas do Estado (TCE) por indicação da Assembléia Legislativa do Acre. Naluh agradeceu pela homenagem: “Para ser membro do Tribunal de Contas, não posso ter filiação partidária, então deixo o PT, mas não deixo a política, e podem considerar-me a mais nova militante do movimento Fé e Política porque nosso propósito é trabalhar por um Acre cada vez melhor”. |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| |
| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE 20 |
| POLÍTICA |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |