| COTIDIANO | |
Rede Jam chega à Amazônia Ativistas que integram se interligam pelo mundo para concretizar projetos sócio-ambientais |
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Uma grande rede que interliga ativistas de diferentes partes do mundo, com o objetivo de apoiar, ampliar discussões e ajudar na captação de recursos para projetos, a Rede Jam ou Youth for Environmental Sanity (YES) – que significa Juventude por uma Sanidade Ambiental – ganha mais participação brasileira com a proposta da criação de uma sub-rede na Amazônia. Integrantes da Rede Jam no Brasil estão reunidos no Acre para concretizar a sub-rede, que segundo eles, continuará fazendo o trabalho da rede mundial, com uma proposta mais específica na América Latina, com forte atuação na Amazônia. Osmar Coelho Filho, Luciana Fontes, Tahska Yawanawá e Laura Yawanawá discutem e explicam como funciona esta grande corrente humana criada em 1999, que conseguiu se espalhar por vários cantos do mundo, e é responsável por diversos exemplos de integração, solidariedade, afirmação de identidade e respeito à diversidade. Os quatro integrantes que se conheceram nos encontros realizados pela Rede Jam, trabalham agora para fortalecer este novo passo que é a sub-rede latino-americana, com a intenção de focalizar melhor os problemas e soluções da Amazônia. “Agora queremos realizar um encontro de ativistas com empresários com interesse em ser parceiros de iniciativas ambientais, indígenas, ou sejam, sociais, para aprofundarmos a sub-rede que é mais específica da Amazônia”, diz Laura Yawanawá. Falar de qualquer atividade da Rede Jam exige conhecer um pouco de sua história, que iniciou na Califórnia, Estados Unidos da América, e hoje conquista pessoas de todo o planeta. Um grande passo – Osmar conta que tudo começou com um grupo de jovens que saiam em caravanas de educação ambiental em bairros, escolas. A partir daí, tudo mudou quando os integrantes do YES perceberam que os problemas ambientais sempre se conectavam com os problemas sociais e que trabalhá-los de forma integrada era algo diferente e promissor. “O grupo de jovens que não se limitou a jovens em idade, pois tem gente de toda faixa etária, passou a conhecer uma diversidade grande de problemas através da caravana, e passaram a conectar esses projetos entre ativistas sócio-ambientais”, diz. Osmar fala que essa integração gera resultados até mesmo inusitados, como em São Paulo, por exemplo, que um movimento sem teto e outro de artistas contemporâneos se uniram e hoje restauram lugares abandonados, que voltam a ser moradias e grandes vitrines de arte. É o potencial dos projetos gerando criatividade a partir da interação. E foi a partir da interação que o pequeno movimento iniciado com a caravana ganhou formas, cresceu e se espalhou, transformando-se na Rede Jam. Um caminho maior – Osmar explica que a Rede Jam possibilita uma integração de ativistas de vários segmentos, os colocando frente a frente da diversidade, e para eles, a Rede propõe fortalecer a identidade e se abrir para a diversidade, em uma relação de quebra de paradigmas. “São várias pessoas defendendo causas diferentes, negros, homossexuais, índios, sem-teto, com valores diferentes, para atuar junto, com solidariedade, por isso é necessário cada um respeite o outro, respeite a diferença. E quando você conhece a diversidade é que você passa a respeitá-la e firmar sua identidade”, diz o ativista. Thaska Yawanawá conta que o círculo da Rede Jam é muito valioso, porque a cada encontro que realizam, fazem uma auto-reflexão e se encontram em suas causas. Luciana completa falando que isso acontece, principalmente, pela possibilidade em conhecer e respeitar diferenças. A Rede Jam, da qual o líder indígena faz parte desde 1999 já atuou em diversos projetos junto ao povo Yawanawá. Agora o grupo se prepara para consolidar a sub-rede e atuar em outros projetos na Amazônia. Luciana fala que já planejam o encontro na região, que sempre trabalha a solidariedade, a diversidade e a criação de uma visão comum, para que o evento fortaleça a sub-rede. Osmar conta que estão fazendo um vídeo-documentário sobre a Rede Jam seus integrantes, e causas, e filmagens estão sendo feitas no Acre. Mais informações sobre o trabalho, ele indica o endereço eletrônico: www.jamtrip.blogspot.com |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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