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As cores e os sabores da feira Variedades de frutas são as maiores atrações entre os fregueses do Mercado Municipal Elias Mansour |
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A feira é um lugar onde o freguês realmente pode encontrar de tudo um pouco. E entre o burburinho daquele que pechincha um produto e outro que passeia pelas bancas em busca de novidades, a feira vai exibindo um colorido e um sabor especial que só ela tem. A descrição é válida para o Mercado Municipal Elias Mansour, onde uma feira de hortaliças e frutas recebe centenas de clientes por dia. A movimentação é por conta dos produtos fresquinhos, que chegam diariamente aos tabuleiros cedinho, por volta das 4h. Recentemente, uma fruta ganhou toda a atenção no mercado. É a rambotam, presente há apenas um mês na feira, mas que promete durar muito tempo. Quem teve a ousadia de levar a saborosa frutinha da casca vermelha para o mercado foi a feirante Sandra Santos, 27 anos. Segundo ela, a fruta que desperta a atenção dos fregueses é diferente de todas, por isso atrai tantas pessoas. Ela é vendida ao preço de R$ 3 a dúzia. O cliente que compra duas dúzias ganha desconto de um real. “No começo tive medo de comprar a fruta por medo de as pessoas não aprovarem era grande. Hoje vejo que a rambotam é o maior sucesso da minha banca”, disse. A fruta é nativa da França, mas existe há muito tempo em Cuiabá. As primeiras sementes podem ter sido plantadas no Acre por um produtor da Vila Califórnia, a 190 quilômetros de Rio Branco. Sandra e outra colega feirante compram do produtor uma caixa de rambotans com 100 dúzias e pagam R$ 200 por ela. “Como é uma fruta cara, a gente divide as despesas. Assim ela fica com cem dúzias para vender e eu com as outras cem”, disse a feirante. A primeira vez que fez a compra, Sandra admite que teve medo de levar prejuízo. Isso porque a fruta ainda é desconhecida entre os acreanos e a probabilidade de não agradar em razão do preço era alta. “Logo que coloquei as frutas na banca, as pessoas olhavam, perguntavam, mas no fim das contas não levavam. Aí eu comecei a oferecer uma para degustação e foi quando eu passei a vender muito. Em poucos dias as cem dúzias se acabam”, disse. Com o rambotam, a barraca de Sandra recebeu um atrativo e também um colorido a mais. Antes, ela investia pesado somente em pupunha, coquinho e banana, frutas que ela trás da colônia da família. Há algumas semanas ela plantou mudas de rambotam e acredita que em poucos meses estará vendendo a própria produção. O empresário Marcos Tadeu experimentou e aprovou a fruta. Levou para casa duas dúzias. Ele, que chegou de Nova York há poucos dias para passar as férias com a família, conta que foi a mercado em busca de frutas diferentes e que ganhou o dia ao descobrir o rambotam. “É uma fruta que tem o sabor diferente, não dá para comparar com outras. Eu aprovei e vou voltar para comprar mais”, comemora. Tadeu ressaltou ainda que passou a dar mais valor as frutas brasileiras depois que foi morar no exterior. “Nos Estados Unidos uma carambola é vendida por US$ 2,90”, completou. Frutas nativas Mas nem só de rambotam sobrevive a feira. O açaí é um outro grande sucesso, conhecido de longas datas. A feirante Antonia Andrade, 35, chega a vender 150 litros por dia. Além do açaí, ela vende também bacaba, cupuaçu, cajá, goiaba, acerola, graviola e maracujá. Tudo embalado como polpa. Apesar da venda relativamente alta, a feirante acredita que ainda vende o suficiente. Para ela, os acreanos não dão tanto valor às frutas nativas. Diferentemente de fregueses de outros Estados, que costumam levar uma polpa de cada fruta sempre que visitam à barraca. “O acreano não dá ainda o valor que deveria dar às frutas da região. Eu vendo muito, mas ainda acho que poderia vender mais. Quem está visitando a nossa cidade, por exemplo, costuma comprar bem mais”, disse a feirante. Antonia trabalha há dez anos vendendo polpa de frutas. Antes de trabalhar no Mercado Municipal Elias Mansour, ela vendia os produtos no espaço onde existe hoje o Terminal Urbano. O lugar era conhecido na época como “Feira do Rato”, segundo a feirante. “As condições eram horríveis tanto para gente quanto para o consumidor. Hoje nós temos um lugar melhor e isso ajuda a gente a vender mais e também a divulgar o nosso produto. Isso porque aqui se encontra de tudo e por mais que alguém entre na feira para comprar verduras, por exemplo, acaba não resistindo às frutas”, completa. O piqui - O feirante José Gurgel encontrou um meio de agradar os fregueses. Em sua barraca, além de conter frutas nativas, tem também àquelas que como a rambotam, são de outras regiões mas caem facilmente no gosto dos acreanos. Uma semana sim e outra não, ele compra uma caixa de pequi, fruta que nasce em uma árvore comum em cerrados. Mas os que ele compra vem de uma chácara localizada na estrada de Porto Acre. Gurgel paga R$ 20 por uma caixa cheia de pequi e revende por R$ 1 a unidade. A caixa contém cerca de 60 piquis. É, talvez, o produto que gere o maior lucro em sua barraca. “Eu mal chego com a caixa e as pessoas já se aproximam querendo levar uns. A venda é boa, graças a Deus”, destacou. Preços são acessíveis Cajarana (dúzia) = R$ 1 |
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