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Adrenalina na lama

Jipeiros encaram desafios para vencer estradas consideradas intrafegáveis, curtindo paisagens e aventuras inesquecíveis

Cedida
Aventureiros enfrentam
a lama em busca de emoção


Juracy Xangai

Enfrentar estradas já fechadas pela mata, esburacada, improvisar pontes, atoleiros que parecem não ter fim e divertir-se muito com isso só mesmo sendo integrante do Acre Jipe Clube. No último final de semana, sete jipes pilotados por Bá, França, Alcides, Abrahão, David, Benevides e Jardson encararam a lama na pista do Amazônia Rio.

Novas aventuras surgem a partir dos desafios como o que foi feito no final de dezembro do ano passado pelo fazendeiro Zé Celestino, dono da colônia Bom Futuro, à qual se chega entrando pelo quilômetro 92 da Transacreana, com mais um quilômetro e meio de ramal.

Celestino tem Toyota que na época não conseguia chegar lá, fez o desafio, sete jipeiros encararam e é Bá Pontes diretor de eventos do Acre Jipe Clube quem relata a viagem que deu origem a novos desafios. “O fazendeiro tem uma Toyota que com as chuvas já não conseguia chegar até onde mora, duvidou que a gente chegasse, apostou um porco e alguns frangos que seriam assados quando a gente chegasse lá. Rompemos a lama, passamos um final de semana comendo churrasco e nos divertindo muito”.

Desafio vencido pelos jipeiros Bá Pontes tendo Ronaldinho como co-piloto em seu jipe willys, Alcides que foi sozinho em seu engesa, David também só em seu willys, França levando Orfeu de co-piloto no engesa, Abrahão só no niva, Dirciano.

Não satisfeito com a chegada dos jipeiros à sua fazenda, ele propôs um segundo desafio que seria chegar até as margens do rio Iaco no ponto em que deságua o igarapé do Ouro, 36 quilômetros adiante pela mata. “Encaramos o novo desafio, fomos pra lá, tomamos banho de igarapé e tivemos a oportunidade de conhecer uma paisagem muito bonita e preservada. São momentos como esse que compensam a ralada que damos na estrada para chegar a esses lugares que poucas pessoas tem o privilégio de conhecer”.

Mas Celestino não ficou satisfeito e desafiou os jipeiros a chegarem lá no mês de março quando o inverno imprime toda sua força “amanteigando” as estradas que assim se transformam em lama macia.
No último dia 10, lá se foram Bá Pontes, Dirciano e Jean. “Quando chegamos no quilômetro 82, meu jipe apresentou dois problemas mecânicos, a turma se reuniu e resolveu voltar, conversamos com o fazendeiro e combinamos ir lá antes de terminar o inverno”.

A próxima aventura está marcada para o final da semana que vem quando os jipes seguirão para Boca do Acre. Desafio mesmo vão enfrentar assim que forem autorizados a entrar na BR-364 para chegar até Tarauacá, como fizeram no ano passado, antes da estrada ser aberta para o tráfego dos demais veículos. “Neste momento estamos examinando desafios para chegar até o seringal Icuriã no alto Iaco, depois de Assis Brasil e também para Santa Rosa do Purus, quem sabe até onde podemos chegar?”

Os integrantes do clube reúnem-se todas as quintas-feiras a partir das oito da noite em sua sede localizada entre a oficina Martelinho de Ouro e a Pizzaria BP, no Parque da Maternidade, para bater papo, comer churrasco e reviver lances assistindo as filmagens das aventuras.


 

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Rio Branco-AC, 24 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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