POLÍTICA

Seminário discute piso da Educação

Encontro contou com a participação dos educadores do Estado e do município, além das lideranças do Sinteac

Marcos Vicentti
Discussões desenvolvidas no seminário englobam temas ligados às questões salariais previstas no Fundeb


Val Sales

O fato de a Presidência da República, por meio do Ministério da Educação, estar discutindo um piso nacional para a classe de educadores do país está fazendo com que a categoria comece a discutir com maior intensidade as diretrizes do Fundo da Educação Básica (Fundeb) e outros temas ligados à diferença de salários nas diversas regiões do Brasil.

No Acre os professores da rede pública iniciaram ontem no auditório da escola Heloísa Mourão Marques, no bairro Aeroporto Velho, um seminário para discutir o piso salarial nacional da categoria, sendo que até o momento não teve o montante anunciado pelo presidente Lula, ao contrário do que vem sendo especulado pela mídia do país.

O encontro contou com a participação dos educadores do Estado e do município, além das lideranças do Sindicato dos Trabalhadores do Estado do Acre (Sinteac). A vice-presidente da entidade, Almerinda Cunha, ressaltou a necessidade de união da categoria em função da luta pela melhoria salarial.

“Estamos discutir hoje o piso nacional dos trabalhadores em educação e a Lei 6.202, que vai decidir sobre a carreira funcional dos servidores das escolas. A partir dessa lei, a categoria já se torna profissional da educação”, frisou. Além da valorização e carreira, os educadores também debatem as implicações do Fundeb. “Esta semana o Sinteac reuniu a categoria para um curso de formação social. A gente quer aprender a calcular o fundo e negociar salário”, lembrou a sindicalista.

Também participou do seminário acreano a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marta Vanelli. Ela ressaltou a realização da “Marcha pelo Piso”, que será realizada no dia 25 de abril em todo o país. O objetivo é pressionar o poder legislativo a votar as pautas de interesse dos trabalhadores do setor de educação no país e que já tramitam no Congresso Nacional.

“Somos em todo o país 3,5 milhões de trabalhadores, com uma diversidade ampla de salários. A luta pela aprovação de uma lei que estabeleça o piso nacional para a categoria vem de muitos anos e agora precisamos de maior mobilização dos trabalhadores e consciência por parte da classe política”, concluiu.

Onde anda você? - A marcha pelo piso salarial deverá reunir em Brasília, no dia 15 de abril, milhares de trabalhadores em educação do país. As frases escritas nos cartazes, e a própria essência do movimento, leva o Brasil a refletir sobre “onde andam” e “como vivem” os profissionais que ensinaram as primeiras lições à nação.

Desde já, a diretoria executiva da CNTE, faz o seguinte convite: “Aproveitamos para convocar os trabalhadores e trabalhadoras da educação pública, estudantes, pais e demais segmentos da sociedade civil para a 4a Marcha Nacional em defesa e promoção da educação pública, que reunirá a categoria em Brasília. Em pauta: a aprovação de um piso salarial digno para todos os profissionais da área”.

 
 
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Rio Branco-AC, 24 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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