POLÍTICA

Capixaba passa a ter Banco Popular

Agência é conquista de uma região que mais se desenvolve no Acre, destaca senador Tião Viana

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Senador Tião Viana prestigiou o lançamento do banco em Capixaba


Tião Maia

“Vocês moram num dos municípios que mais vai crescer no Acre e que vai criar todas as oportunidades da palavra chamada progresso”, disse ontem, em Capixaba, o senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, ao participar da inauguração de mais um posto do Banco do Brasil na modalidade Banco Popular, o 11º a entrar em operação no Estado.

Essa modalidade de atendimento funciona por meio de POS (do inglês Point of Sales, aparelhos que ficam em balcões, como os de crédito e débito em lojas) e tem custo operacional mais baixo que as agências comuns.

Para transações, o Banco Popular utiliza a estrutura do Banco do Brasil. Aproximadamente 80% das operações serão feitas via POS, 10% por meio de quiosques simples e os outros 10% das transações serão por meio de agências simplificadas (ou miniagências), com dois microcomputadores.

“Aqui será possível realizar todas as operações bancárias, inclusive de pagamentos com código de barra e movimentação de até R$ 5 mil por dia”, disse o superintendente do Banco do Brasil no Acre, Ronaldo Freitas. “O Banco do Brasil tem 200 anos e está há 80 no Acre. Tivemos dificuldades aqui em Capixaba, é certo. Mas é certo também que ninguém mais que o Banco do Brasil quer estar mais perto dos locais onde o desenvolvimento está acontecendo.”

Assim como Tião Viana e Ronaldo Freitas, o vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Helder Paiva (PR), também prestigiou o evento ao lado do prefeito do município, Joais Santos (PT). “Estamos vivendo aqui em Capixaba uma grande etapa de inaugurações. Estamos vivendo dias de tamanho desenvolvimento que praticamente não temos problema de desemprego em nosso município. As indústrias que aqui estão se instalando, como a Madeireira Ouro Branco e a Álcool Verde, têm que recorrer à mão-de-obra de fora do município porque aqui já não temos operários ociosos. O nosso problema está agora relacionado às mulheres e por isso estamos criando um sistema de cooperativas para qualificá-las e também lutarmos para pôr fim à chaga do desemprego em relação ao sexo feminino”, disse.

De acordo com Joais, Capixaba já movimenta mensalmente mais de R$ 500 mil só em relação ao serviço público, o que exigia uma agência bancária no município. Nessa agência do Banco Popular estarão as 260 contas dos trabalhadores da Álcool Verde, instalada no município. O investimento da Álcool Verde é da ordem de R$ 70 milhões.

Antes do Banco Popular, o Banco do Brasil estava presente no município com um posto de atendimento que não correspondia às necessidades, e os vereadores, assim como a comunidade, passaram a reivindicar uma agência bancária.

“O importante é que aqui não há o trabalho de um vereador ou do prefeito. Isso é resultado do trabalho de todos, que vai da prefeitura, passando pela Assembléia, até o Senado da República”, disse o vereador Liberato Filho (PFL).

Para o deputado Helder Paiva, a história do Acre dirá do trabalho e da dedicação da bancada de deputados da Assembléia Legislativa e na área federal. “Isso aqui é o exemplo de que a história do nosso Estado vem mudando graças à geração de políticos aqui representada pelo senador Tião Viana”, disse Paiva. “Nós, acreanos, nos orgulhamos da presença desse ilustre acreano no Senado.”

Tião Viana deixou o município anunciando que, dentro de mais alguns meses, Capixaba também vai contar com uma agência do Banco Postal, que funciona em parceria dos Correios com o Bradesco. “Mas quero anunciar também que, nos próximos dias, a população de Capixaba contará com um médico pediatra e um ginecologista para atender as crianças e as mulheres no município todas as semanas. Nossa luta é que esse atendimento seja feito duas vezes por semana, como também estamos lutando para que seja implantada aqui uma casa de parto. Isso vai evitar que as crianças de Capixaba nasçam em Rio Branco e deixem de ser registradas no seu município de origem”, disse o senador.

O registro de crianças fora do município de origem, de acordo com o senador, acaba gerando problemas inclusive de ordem financeira para as prefeituras do interior.

É que, como o registro de uma criança de Capixaba é feito em Rio Branco, para fins estatísticos ela constará como sendo da capital. “Isso influi até nos repasses de recursos públicos, que são feitos com base em censos demográficos”, disse o senador.

 
 
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Rio Branco-AC, 24 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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