Whilley Araújo
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o mês de março não foi bom para os trabalhadores acreanos. A estatística contraria os índices nacionais, que apontam que foram criados no mês anterior 206.566 mil novas vagas com carteira assinada, o que representa uma alta de 0,70% em relação a fevereiro e significa, ainda, o melhor desempenho do país nos últimos 17 anos em termos absolutos e relativos.
No Acre, o setor que mais se destacou na aquisição de novos funcionários foi o comércio, que contratou 716 empregados e obteve um saldo positivo de 1,35%, enquanto os demais setores não ultrapassaram 0,49%, como é o caso da administração pública, que assumiu o segundo lugar no ranking de geração de emprego.
Um dos setores responsáveis pelo maior número de contratações no Acre e no país continua sendo a construção civil, que no entanto, devido ao período chuvoso, sofreu uma baixa de 2,23% no Estado. A afirmação é feita pelo delegado do Trabalho, Manoel Neto, que acredita em melhorias para o setor já no próximo mês. “A expectativa para o mês de maio é que haja um aquecimento do emprego formal, tanto na construção civil quanto na indústria de transformação, que são panificadoras, laticínios e outros”, acrescenta.
Segundo ele, no mercado acreano é natural que nesse período do ano haja uma redução no índice de empregos, principalmente por conta da época “pós-natalina” e do inverno amazônico. “Acreditamos que os números sejam mais satisfatórios no mês seguinte pelo fato de haver um grande volume de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinado ao Acre, o que certamente aquecerá bastante a construção civil. Além disso, o mês de maio também é de grande movimentação no comercio, com a comemoração do Dia das Mães”, salienta.
Indagado se o funcionário acreano tem o que comemorar no próximo dia 1º, Dia do Trabalhador, Manoel Neto explica que não há como negar que grandes avanços foram obtidos no que diz respeito à geração de emprego e renda nos últimos anos. “De 20 anos para cá, o Estado Brasileiro tem tido um carinho prioritário na geração de emprego e renda, investindo no combate ao trabalho degradante, infantil e, o mais importante, buscando a capacitação da população”, pontua. |