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Saúde Itinerante

Grupo de médicos no Acre revoluciona os conceitos da saúde e dá lições de solidariedade no meio da floresta amazônica

Regiclay Saady
Criança recebe todos os cuidados necessários da equipe médica


Texto: Val Sales
Fotos: Regiclay Saady

Um grupo de profissionais da saúde no Acre vem quebrando o velho conceito de classe elitizada e dá uma lição de solidariedade e respeito com a vida humana. Eles são médicos, enfermeiros, técnicos e assistentes sociais, que saem do conforto de seus consultórios na cidade e enfrentam a chuva, a lama, as densas matas e os perigos das curvas dos rios para levar atendimento às comunidades que vivem isoladas no meio da floresta amazônica. Eles vão a lugares onde, na maioria das vezes, o acesso só é possível de barco ou de avião.

Na bagagem esses profissionais não levam apenas os apetrechos de trabalho e os medicamentos que são distribuídos entre os pacientes, mas também a determinação, o carinho e a esperança que são partilhados com cada um em cada consulta. A equipe faz parte do Programa Saúde Itinerante, mantido há oito anos pela Secretaria de Estado de Saúde com recursos do Ministério da Saúde. A idéia de levar atendimento médico à população que vive em locais isolados no Estado foi criada pelo senador Tião Viana, que também é médico infectologista e fez parte das primeiras missões no interior do Acre. O programa se tornou uma referência para outros Estados brasileiros que usam o modelo em suas políticas de inclusão social.

Conheça agora a história dos homens e mulheres dessa equipe. Saiba o que fazem e o que pensam a respeito da valorização da vida. Descubra o que muda no seu dia-a-dia a partir do contato com as pessoas simples das colônias e seringais. As narrações a seguir são registros da viagem realizada na última semana de março à Reserva Extrativista Cazumbá Iracema, no interior do município de Sena Madureira, distante 144 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre.

Regiclay Saady
Famílias inteiras recebem atendimento médico especializado

Primeiro atendimento

Para chegar ao Cazumbá só foi possível depois de seis horas de batelão subindo o Rio Caeté. Os médicos saíram de Rio Branco às 6h30 de sexta-feira, 28 de março. A chegada ao destino da equipe só aconteceu dez horas depois. As dificuldades com a chuva, a lama e caminhada na floresta até a sede da reserva não tiraram o ânimo de nenhum dos membros do grupo, que se deparou com a primeira emergência da missão logo no desembarque.

No barranco lamacento do Caeté, Dalzenir de Sá, 23, esperava o desembarque dos médicos com o filho Antônio Miranda da Silva, de nove meses, nos braços. O menino tinha a cabeça caída em seu colo e ardia em febre havia 24 horas. Acompanhada do marido, Vanderler Souza da Silva, e de dois outros filhos de cinco e quatro anos, ela foi amparada pelos profissionais até a sede da reserva, onde foram iniciados os primeiros procedimentos de socorro à criança.

Os pediatras constataram que se tratava de um caso grave. Além da febre alta, o pequeno Antônio apresentava tosse, cansaço e não conseguia mais mamar no peito. No primeiro momento os médicos confirmaram que o menino estava com broncopneumonia, anemia e desidratação. Depois de fazer a reposição rápida com soro e tomarem as medidas básicas para estabilizá-la, eles decidiram que ela seria levada o mais rápido possível para o hospital de Sena Madureira.

Enquanto os demais membros da equipe permaneceram na reserva montando os aparelhos que seriam usados no atendimento à comunidade na manhã seguinte, a incumbência de acompanhar a mãe e a criança até o hospital de Sena Madureira foi assumida pelo clínico-geral Raphael Lemos da Silva Araújo, 34. Ele retornou ainda coberto da lama da viagem da ida, já que não houvera tido tempo para descansar ou tomar banho.

Viagem de volta

“Depois de colocado o soro na criança e de terem sido tomados os primeiros cuidados, eu a acompanhei junto com o pai, a mãe e os dois filhos menores do casal. Tínhamos dificuldades logísticas no momento. Já eram umas 5 horas da tarde e não dispúnhamos de um barco do tipo voadeira para nos deslocar e usamos uma embarcação menor”, explica Raphael Lemos, que segue sua narrativa sobre a viagem. “Foi uma viagem difícil. Fomos em um barco pequeno e não tínhamos visualização por se tratar de uma noite escura. Na ânsia de chegar mais rápido ao porto de Sena Madureira, passamos por algumas dificuldades. O soro saiu da veia da criança e sua desidratação piorou. Ela gemia muito e a mãe chorava desesperada, querendo salvar o filho. O pai dirigia o barco e também estava ansioso. Pela falta de visibilidade, acabava batendo em paus e galhos que emergiam das águas do rio.

Tivemos que parar duas vezes porque as crianças menores também estavam no barco e já eram umas 20h30 quando elas começaram a dormir. Percebemos que estavam dormindo quando a mãozinha de uma delas caiu para o lado e fazia um volume diferente na água. Havia inclusive o risco de caírem dentro do rio e se afogarem. Nesse momento nós paramos na beirada do rio e as deixamos com um acompanhante. As crianças choravam muito. Foi uma emoção muito grande no momento, mas prosseguimos.”

Frasco de soro amarrado em uma forquilha

“A criança doente piorou. Eu segurava uma forquilha onde soro estava amarrado e um copinho com uma colher para a mãe dar o soro na boca da criança. Conseguimos durante esse trajeto hidratá-la um pouco e, graças a Deus, quando chegamos ao porto de Sena Madureira o Samu já nos esperava, apesar do atraso de uma hora do que havíamos combinado pelo rádio.

Já no Samu, tiramos o soro que havia saído da veia e reaplicamos no pé. Conseguimos fazer uma hidratação rápida. Demos uma dose de dipirona para baixar a febre e ministramos os primeiros antibióticos injetáveis para a pneumonia. Quando chegamos ao hospital de Sena Madureira os funcionários da instituição me olharam surpresos porque eu estava todo sujo de barro e lama.

Fomos recebidos pela equipe do plantão de emergência e pudemos melhorar ainda mais o quadro da criança. Conseguimos fazer voltar a saturação no sangue dela, mas, devido à gravidade do caso, acabei encaminhando e acompanhando mãe e filho até o Hospital de Base de Rio Branco, onde ela recebeu os cuidados especiais. Retornei no carro do Samu para Sena Madureira e cheguei por volta das duas horas da madrugada.

De manhã, antes de voltar para o atendimento na reserva, entrei em contato com a equipe em Rio Branco e soube que o quadro do pequeno Antônio era estável. Ele iria sobreviver e eu pude levar essa boa notícia aos companheiros que me esperavam. Por isso a gente frisa sempre a importância do Saúde Itinerante. É um projeto que realmente salva vidas. Se a equipe médica não estivesse na localidade naquele momento, provavelmente havia quase 99% de chance de que a criança morresse.”

Aprendendo a grandeza dos valores mais simples

A equipe do Saúde Itinerante tem em comum uma imensa sensibilidade na relação com as comunidades simples do interior, assim como a bravura na superação de obstáculos quando o objetivo é chegar a algum lugar, não importando o quanto seja distante. Nessa interação todos são unânimes em afirmar que o trabalho mudou suas vidas e seus valores.

O ortopedista, Nelson Marquesine, 34, há três anos no Programa, ressalta a importância de conhecer a realidade da população que vive na floresta e interior das cidades. “A gente passa a ter a noção das condições em que vivem e de como é difícil para elas o acesso a todos os setores, inclusive à saúde. Esse contato nos leva a um crescimento espiritual e à cidadania. A gente aprende com essas comunidades a ver a vida de forma mais simples, diferente do que estamos acostumados nos grandes centros”, afirma.

George Umeoka, 35, é ginecologista e obstetra e está a três anos na equipe. Ele disse se sentir gratificado e honrado dem fazer parte das missões. “Não vejo dificuldade de chegar até as pessoas, se comparo as dificuldades que elas enfrentam no seu dia-a-dia”, lembrou. Segundo ele, cada profissional da equipe também passou a ver o paciente com mais carinho e dedicação. “Hoje, quando o paciente diz de onde veio, a gente já sabe o que ele teve de enfrentar até chegar ali.”

O pediatra Gildo Costa Nascimento, 38, está no Programa há seis anos. Ele lembra das dificuldades da medicina, que considera “uma das profissões mais estressantes do dia-a-dia”. Mas, segundo Gildo, apesar da carga de trabalho extenuante, a equipe percebe que a população rural é desasistida e, por meio do Estado, tenta contribuir para o seu resgate social. “A gente faz isso com muita vontade. A equipe toda é engajada. Em várias oportunidades tivemos situações de resgate de pacientes de emergência e conseguimos dar encaminhamentos rápidos”, explica.

Uma lição a cada dia

“A lição de vida que a gente leva a cada curva desses rios é a sensibilidade com os problemas dos outros e a melhoraria como profissional e como ser humano”, garante a clínica-geral Leuda Maria da Silva Davalos, integrante da equipe desde 2001. “As comunidades merecem receber um atendimento de respeito e bom tecnicamente”, acrescenta.

A pediatra Ana Isabel Coelho Monteiro está na missão há dois anos e também aprendeu a ver a vida de forma mais simples a partir do convívio com as populações do interior. “Oferecemos tão pouco. E eles, em sua simplicidade, acham que é tanto”, lembrou. Como mãe, Ana tenta repassar esses valores para os filhos. “A lição é ver e aprender com os outros. Com o pouco que têm eles são felizes e resignados, enquanto a gente reclama de coisas mínimas”, reforçou.

Thais Bestene Lins é biomédica e entrou no programa no ano passado. Ela garante que a relação com as comunidades aguça seu sentido de valorização como ser humano. Segundo Thais, as dificuldades do dia-a-dia se tornam pequenas se comparadas aos obstáculos enfrentados pelas famílias que vivem no meio da floresta. “Elas levam horas subindo e descendo rios de barco para chegar à cidade mais próxima e não reclamam. Pelo contrário, têm sempre um sorriso no rosto e um acolhimento amigo”, completou.

A ginecologista Margareth Antunes Pereira também garante que aprendeu muito com o Saúde Itinerante, do qual participa desde 2004. “A gente passa a ver o paciente de forma mais bondosa. Ele não é apenas uma doença, mas um todo, e tem que ser visto no geral. Um ser humano que tem de ser tratado com respeito e carinho. É muito gratificante retornar aos lugares e reencontrar os amigos que fizemos durante as consultas”, enfatiza.

O verdadeiro sentido da profissão

“Como profissional e como mãe, sinto-me muito bem nesse trabalho de doação, que para nós, que lidamos com vidas, não é nenhum sacrifício. Percebo que, ao minimizar o sofrimento dessas pessoas, crescemos como seres humanos no verdadeiro sentido da palavra e fazemos valer o juramento de cuidar dos outros”, diz a enfermeira Rosemary Vânia Fernandes de Arruda, que está no programa há quatro anos. Rosemary ressalta ainda o fato de os pacientes não reclamarem em momento nenhum da chuva, da lama ou da distância que têm de romper até chegar ao local onde a equipe se encontra.

Keila Nunes de Souza trabalha no serviço de apoio na ultra-sonografia do programa há dois anos. Para ela, a atividade é um diferencial no qual pulsa de forma mais ativa a sensibilidade de cada um. “Aqui se vê o exercício da essência da profissão dos médicos, assim como o aprendizado de valores que não se compra com dinheiro”, assegura.

A bióloga Nívea Guedes participa do programa há três anos e diz que é durante as missões no interior que os profissionais observam a verdadeira dimensão da necessidade das pessoas e aguçam suas sensibilidades como seres humanos. “Cada um, no seu nível, pode dar sua parcela de contribuição pela melhoria de vida do outro. É isso que aprendemos aqui, no meio dessa gente que dá uma lição do que é o exercício da solidariedade”, enfatiza.

Surge uma nova geração de médicos

A equipe do Saúde Itinerante é formada por jovens médicos e médicas com idades entre 25 e 45 anos. Eles integram uma nova geração que têm como diferencial não só a idade, mas também a determinação e a sensibilidade no trato com os pacientes. O clínico Diego Viana Neves Paiva, 25, está no programa há um ano e é exemplo de que pouca idade não significa necessariamente inexperiência.

Ele assegura que a equipe chega às comunidades isoladas “com todo gás e energia”, mesmo tendo saído de uma rotina cansativa durante a semana em Rio Branco. “O esforço vale a pena porque chega a essas pessoas que vivem no meio da floresta e num isolamento que só acredita quem conhece. Elas saem de casa, sobem e descem rios na esperança de encontrar pessoas de alma e sentimento grandes, principalmente capacitadas para entender que aqui há uma outra realidade”, afirma.

Para Diego, é emocionante ver a sinceridade e a gratidão nos olhos dos pacientes. “Não há recompensa maior que essa”, garante. O ultra-sonografista Daniel Leal Lima também tem 25 anos e participou pela primeira vez da equipe. O jovem profissional garante que o estímulo que leva ao programa é pensar nas pessoas que não teriam condições de fazer os exames e diagnósticos caso a equipe não estivesse presente. “É nesses momentos que a gente realmente exercita o juramento de médico”, declara.

Serviço social, inclusão e cidadania

A assistente social Maria Lúcia de Souza Lima faz parte da equipe do Programa Saúde Itinerante e cuida dos encaminhamentos dos pacientes no tratamento na cidade e da observação de outras necessidades, o que leva a um diagnóstico da vida das comunidades. “Nesse programa, além de fazer com que o paciente tenha seu tratamento realizado, a gente traz para ele o que o governo mais quer, ou seja, a inclusão social”, frisa.

De acordo com ela, uma das maiores recomendações da administração do Estado para o setor é fazer com que as pessoas tenham acesso à saúde, à educação, ao registro de nascimento, aos programas de transferência de renda e a outros benefícios. “A gente acaba encontrando muitos problemas de relações familiares e de violência doméstica que são resolvidos de forma pacífica”, assegura.

Para ser médico do Saúde Itinerante é preciso suar

A equipe do Programa Saúde Itinerante já se tornou uma das mais conhecidas e respeitadas do Acre. Ela é formada por um time de jovens credenciados pela seriedade e pela determinação de vencer desafios.

Fazer parte do grupo significa estar disposto a suar a camisa, literalmente - que o diga a coordenadora do programa, Celene Maia: “O que mais se prima é que o médico tenha dentro de si o dom de se doar”.

Ainda de acordo com ela, o profissional tem que ter o espírito de solidariedade e respeito com o ser humano. “Quem vem para o Saúde Itinerante já vem sabendo que vai enfrentar muitas dificuldades e ficar frente a frente com todos os problema da população, além da saúde”, enfatiza.

Celene garante que levará para toda a vida a experiência de conviver com essas pessoas de vida simples das comunidades. “Suas maiores riquezas são o sentimento de otimismo e a solidariedade, valores que não se compra com dinheiro.”

Obrigado, doutor!

A satisfação que os médicos sentem no convívio com as comunidades também é declarada de forma explícita nos olhos das pessoas que os recebem. Famílias inteiras, homens, mulheres e crianças buscam os membros da equipe para agradecer a presença, abraçar ou simplesmente ajudar a diminuir o peso de suas mochilas.

José Rodrigues dos Santos, 39, e a mulher, Maria Xavier dos Santos, viajaram 14 horas de barco pelo Rio Caeté até chegar à Reserva Cazumbá, onde estavam os médicos. Ele tratou de um furúnculo no braço e ela aproveitou para fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero, o Papanicolau. A agricultora Rosário de Araújo, 67, diz que ouviu falar sobre a ida da equipe à localidade pelo rádio e aproveitou para ver como estava a diabetes.

A também agricultora Maria José Araújo dos Santos, 30, levou os filhos para serem vistos pelos médicos. Assim como os demais moradores do local e imediações, ela ressalta a importância da presença da equipe. “É bom saber que alguém se lembra da gente. Eles nos transmitem segurança e não se mostram indiferentes ou superiores”, lembra.

O agente administrativo da Reserva Extrativista Cazumbá Valdeci Cerqueira Maia desabafa: “Quando vejo uma equipe médica aqui, posso dizer, com toda a segurança, que uma equipe especializada e com esse gabarito me deixa emocionado pelo fato de nunca termos tido essa atenção”. E acrescenta: “Apesar da dificuldade de chegar até aqui, vejo no rosto de cada profissional a boa vontade de atender a comunidade”.

Números do atendimento na Reserva Cazumbá Iracema

Consultas médicas - 122
Serviço social - 37
Exames - 82
Exames laboratoriais - 32
Receitas atendidas - 347
Procedimentos - 32
Total geral de atendimento - 864

Diário de bordo

Sexta-feira, 28 de março

6h30 – Embarcamos no microônibus do Programa Saúde Itinerante e iniciamos a viagem com destino à Reserva Cazumbá. O ponto de partida foi o prédio da Secretaria de Estado de Saúde, na Avenida Getúlio Vargas.

9h30 – Chegamos ao porto de Sena Madureira, embarcamos em um batelão e seguimos pelas águas barrentas e turbulentas do Rio Caeté.

16h30 – Desembarcamos no porto da reserva, onde enfrentamos muita lama e ladeiras escorregadias.

Sábado, dia 29 de março

7 horas – Tomamos café da manhã na sede da reserva, regado a pão de milho com leite e bolo.

8 horas – A equipe inicia o atendimento médico em consultórios improvisados nas salas da escola da reserva. Às 13 horas realizou um intervalo para o almoço e retornou à atividade, ficando até o fim do dia.

Domingo, dia 30 de março

8 horas – Tomamos o café-da-manhã e os médicos retornaram aos consultórios para atender os pacientes que não tinham conseguido chegar no dia anterior por causa do mau tempo e da lama.

13 horas – Nos despedimos dos moradores da reserva e iniciamos o caminho de volta. Desembarcamos no porto de Sena Madureira por volta das às 16 horas e chegamos a Rio Branco às 18.

Opinião

Val Sales *

Antes de embarcar nessa missão, eu estava apreensiva com relação às dificuldades do caminho, principalmente com a chuva, a lama e os insetos. Devo dizer que tudo isso foi secundário diante do que pude observar de perto, isto é, uma ação que deveria ser seguida pelos demais profissionais da saúde no país.

É emocionante a forma carinhosa como esses profissionais tratam os pacientes como estivessem no lugar deles. As diferenças desaparecem e a lição a ser aprendida por todos é a solidariedade e o respeito com a vida e o ser humano. As palavras são insuficientes para definir o desprendimento e a dedicação que testemunhei. Apesar das dificuldades, em nenhum momento um membro da equipe reclamou sequer de cansaço.

A marca registrada da equipe do Saúde Itinerante é a união e a determinação de vencer obstáculos para alcançar o propósito maior: chegar aonde o povo está. E eles chegam. Com sol ou com chuva. Afirmo isso porque estive lá.

* Jornalista

 
 
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Rio Branco-AC, 24 de abril de 2008
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