| COTIDIANO |
| COLUNAS |
| EDITORIAL |
| ENTREVISTA |
| ESPECIAL |
| ESPORTE |
| POLÍTICA |
| NACIONAL |
| OPINIÃO |
| VARIEDADES |
| EDIÇÕES |
| EXPEDIENTE |
| POLÍTICA | |
Deputados do Norte resistem à privatização das elétricas Parlamentares se reuniram ontem com o ministro Édison Lobão |
|
Um indicativo de entendimento encaminhado pela deputada Perpétua Almeida garantiu na tarde desta quarta-feira, durante audiência com o ministro Édison Lobão (Minas e Energias), a participação efetiva da Bancada do Norte em todas as decisões sobre o futuro das companhias elétricas. Durante um mês, os representantes destes estados deverão reunir com o corpo técnico do ministério e serem informados das resoluções à cerca do assunto. Cerca de 30 parlamentares, entre eles os senadores Jefferson Perez e Fátima Cleide, reafirmaram que não apóiam a privatização das empresas. O ministro deu garantias de que os sindicatos urbanitários serão ouvidos também. Os deputados que representam os estados amazônicos também não concordam com a solução apresentada pela Eletrobrás, de que as federalizadas dariam mais lucro se fossem gerenciadas por uma Holding – oligopólio exercido por uma grande empresa sobre várias outras. Neste caso, de acordo com a proposta, companhias como a Eletroacre teriam sua administração submetida a escritórios sediados no Rio de Janeiro. “Isto é um absurdo, inaceitável e um desprestígio à Amazônia, que já sofre com discriminações em série e não deve ser submetida a este vexame”, reagiu a deputada acreana. O entendimento dela foi seguido pelo deputado Eduardo Valverde (PT/RO) e Vanessa Grazziotim (PCdoB/AM), ex-presidente da Comissão da Amazônia. Uma exposição de motivos que contrapõe os argumentos de gestão centralizada foi entregue ao ministro. O documento, que leva quase duzentas assinaturas de deputados e senadores da Amazônia, sugere a criação de uma diretoria de gestão dentro da Eletrobrás, com foco voltado às administrações das sete federalizadas que correm o risco de escapar da gestão pública. Lobão ratificou a opinião do presidente Luís Inácio Lula da Silva, de ser totalmente contra o controle das companhias por grupos privados, e revelou que nada está definido ainda. “Buscamos alternativas, embora saibamos que os resultados apresentados por estas empresas não empolgam muito”, disse o ministro. “Mas há problemas estruturais que precisam ser enfrentados. A questão não é apenas administrativa”, lembrou Perpétua. Enquanto o ministério ouve seus consultores “para não tomar atitudes precipitadas”, as bancadas do Norte intensificam a corrente em defesa do aperfeiçoamento da gestão pública, contando, evidentemente, com a sensibilidade do Palácio do Planalto para melhorar desempenhos, baratear tarifas, aumentar a abrangência social de seus serviços e garantir tranqüilidade aos mais de mil trabalhadores atualmente inseguros quanto a seu futuro profissional. Entre as sete elétricas federalizadas, a Eletroacre apresentou o maior índice de desempenho na rubrica de recursos para investimentos. Do total de verbas solicitadas no período de 2003 a 2007, a empresa acreana realizou 56% do que havia se comprometido em infra-estrutura, ficando à frente da companhia de Rondônia (35%) e da do Amazonas (45%). Os números são baixos, segundo o ministro. A senadora Fátima Cleide, autora de um projeto de lei que pede a retirada das elétricas do Plano Nacional de Desestatização (PND), refez o apelo para que as discussões transponham o âmbito da CCJ do Senado, onde adormece há mais de seis meses. |
|
| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
|
|