O senador Sibá Machado participou na tarde de ontem da solenidade de lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A cerimônia, que aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília, contou com a presença do presidente Lula e do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.
O PAC destinado à empresa tem por objetivo criar uma base tecnológica para o desenvolvimento, fortalecimento e crescimento da agropecuária brasileira e deve aumentar em R$ 500 milhões sobre R$ 1,1 bilhão em 2007, o orçamento da Embrapa.
Durante a solenidade, o diretor-presidente da Embrapa, Silvio Crestana, destacou a importância do trabalho da empresa, que completa 35 neste sábado.
“Os recursos do PAC virão como um reconhecimento a Embrapa pelos 35 anos de pesquisa no país e vai possibilitar que a empresa enfrente os desafios da agricultura brasileira. Estaremos bem mais preparados, por exemplo, para criar alternativas de bionergia para mudança da matriz energética e de nova base tecnológica para mitigação e convivência da agricultura e pecuária com as alterações climáticas globais e a redução de desequilíbrios sociais e econômicos”, disse Sílvio Crestana.
“A Embrapa precisava desses investimentos, as pesquisas desenvolvidas nas sedes da empresa espalhadas pelo Brasil são de fundamental importância para o desenvolvimento da agricultura. Só para se ter uma idéia, três dos quatro acordos de cooperação que o presidente Lula assinou com o governo de Gana na sua última visita a África envolvem transferência de tecnologia pela Embrapa. A empresa está instalada na África desde novembro de 2006”, explicou Sibá Machado.
Com os recursos do PAC haverá revitalização dos sistemas estaduais de pesquisa agropecuária (OEPAs). “Nos últimos 15 anos, o sistema perdeu força porque a Embrapa não tinha fôlego para manter programas de treinamento nem dinheiro para financiar projetos dessas instituições. Algumas instituições foram fechadas e outras estão sucateadas. As novas perspectivas e os desafios que se colocam para a agropecuária e a agroindústria brasileira vão exigir, no entanto, uma nova rodada de investimentos em pesquisa. E a Embrapa não será capaz de fazer isso sozinha. Por isso, os recursos do PAC são fundamentais. Serão R$ 300 milhões para investimentos na infra-estrutura das OEPAs, isso sem contar do aporte que será feito através de um programa especial do PAC da Ciência e Tecnologia”, enfatizou Sílvio Crestana.
“Temos que acreditar no que está dando certo nesse país. A Embrapa vem mostrando a todos nós que o Brasil é capaz e é por isso que este governo pretende investir na qualidade da pesquisa agropecuária do Brasil”, afirmou Lula.
Durante a solenidade foi entregue a quatro pesquisadores o Prêmio Frederico de Menezes Veiga. O prêmio é destinado a pesquisadores que se destacam na geração de tecnologias agroecológicas vinculadas à atividade produtiva e à proteção do meio ambiente. (Assessoria de parlamentar) |