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Fernando Melo propõe moralização das campanhas políticas Financiamento é um dos pontos que mais preocupa parlamentares |
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O deputado Fernando Melo (PT-AC) participa hoje de um importante debate patrocinado pela liderança do PT na Câmara. Convocados pelo líder do partido, deputado Luiz Sérgio (RJ), os parlamentares petistas vão aprofundar o debate sobre a reforma política, um dos temas atuais da agenda do Congresso. Na reforma, um dos pontos que mais preocupa os deputados é o sistema atual de financiamento das campanhas eleitorais. O projeto da reforma política, em tramitação no Congresso, prevê uma série de mudanças nas regras de financiamento de campanhas eleitorais. A principal, e também a mais polêmica, é que a que estabelece o financiamento de campanha exclusivamente publico. Para o Fernando Melo, o debate vem em boa hora. Ele entende que, com o financiamento público, o processo, além de se tornar mais transparente, evitará casos de corrupção envolvendo empresas e parlamentares. A Polícia Federal (PF) descobriu, na semana passada, uma bem arquitetada rede de corrupção montada pela empresa Gautama para corromper políticos e empresários. Melo avalia que, com regras mais transparentes, como é o caso do financiamento público de campanhas, atos de corrupção como os detectados pela Operação Navalha, da PF, deixarão de existir. Reunidos hoje, os líderes partidários na Câmara decidiram elaborar uma nova proposta de reforma política com as sugestões das bancadas de todos os partidos. A previsão é de que a matéria comece a ser apreciada na semana que vem em plenário. Diante dessa medida, a bancada do PT se reunirá nesta quinta-feira para aprofundar debate sobre o projeto de Reforma Política em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o líder Luiz Sérgio, a reforma política em tramitação no Congresso “não é uma proposta pronta nem acabada no Parlamento” e por essa razão os parlamentares do PT vão se reunir novamente para discutir o tema. Na avaliação de Fernando Melo, que já confirmou presença ao encontro, “o financiamento público daria aos candidatos as mesmas condições de igualdade. As oportunidades de eleição seriam eqüitativas e, o mais importante, evitaria os lobbies dos empresários e donos de empreiteiras sobre os parlamentares beneficiados com suas doações de campanha”. |
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