COTIDIANO

O chorinho nas praças

Clube do Choro e prefeitura levam o gênero musical à população

Divulgação
Apresentações de chorinho alcançam quatro espaços da cidade


Andréa Zílio

O chorinho teve diversos momentos de altos e baixos no Brasil, mas jamais se apagou e conquistou vários cantos do mundo. Hoje, o Clube do Choro, uma idéia que também tem se espalhado por outros países, busca reavivar esse jeito de tocar da música popular brasileira. No Acre, o ritmo se destaca com o projeto “Chorinho na Cidade”, realizado pelo Clube do Choro do Acre e as secretarias municipais encarregadas da gestão dos espaços públicos escolhidos.

O projeto se iniciou no mês passado nos seguintes espaços públicos da cidade: Terminal Urbano, Mercado Elias Mansour, Praça da Revolução e Praça dos Tocos. Quem canta é o grupo “Som da Madeira”. O Clube do Choro, presidido pela vereadora Maria Antonia (PT), também tem realizado workshop gratuito, trazendo ao Estado diversos artistas para ensinar o público local. “Estamos felizes com os projetos do Clube, que tem possibilitado levar à população formação e acesso a cultura”, diz Maria Antonia.

O projeto “Chorinho na Cidade”, busca atingir o maior público possível nos espaços públicos mais movimentados da cidade, tornando os ambientes ainda mais agradáveis por meio de uma boa música. O Choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, com mais de 130 anos de existência, foi o escolhido, inclusive, o prefeito Raimundo Angelim, é associado do Clube.

“É extremamente agradável ver a pessoas dentro do Terminal ou no Calçadão parando com a correria do dia a dia para apreciar a boa música. São crianças, adolescentes e idosos, todos encantados com a música brasileira”, comenta Ricardo Torres, superintendente da RBTrans, parceiro do projeto.

Choro – O chorinho já foi tema de obra do artista plástico Cândido Portinari, teve seu auge na fase das gravações mecânicas no período de 1902 a 1927. O tempo passou e só em meados da década de 40 começaram a surgir novidades postivas.

Auge – Pixinguinha com seu sax realizou cerca de cinqüenta série de gravações. Teve também o choro tocado por formações influenciadas pela big-bands americanas como a Orquestra Tabajara e a Orquestra Fon-fon. Mas foi no fim de 1949, que aconteceu o estouro de “brasileirinho” e o começo do período de maior relevância comercial para a música e os músicos do choro.

Confira a programação

Mercado Elias Mansour – No primeiro sábado de cada mês das 8h às 10h;
Praça da Revolução – No segundo domingo de cada mês das 17h às 19h;
Praça dos Tocos – Na terceira sexta-feira de cada mês das 17h às 19h;
Terminal Urbano – Na ultima sexta-feira de cada mês das 17h às 19h.

 

 
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