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MPE do Acre fará convênio com Google para rastrear pedofilia no Orkut Assinatura do acordo está confirmada para o dia 9 de julho, em Rio Branco |
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A Google anunciou, ainda, que um grupo de executivos americano estará no Brasil no mês de agosto para conhecer Perpétua Almeida, autora de uma indicação à Procuradoria-geral da República exigindo que o convênio firmado inicialmente com o Ministério Público Federal de Minas Gerais fosse estendido a todos os estados brasileiros. Perpétua estará, na próxima quinta-feira, do programa “Participação Popular”, exibido pela TV Câmara. Durante 50 minutos, a deputada falará sobre o assunto a uma platéia composta de acadêmicos de Direito do Distrito Federal. Um procurador federal de Brasília e um representante da Polícia Federal estarão ao lado da deputada, informando os últimos avanços do governo e da justiça brasileiros sobre o combate à Pedofilia, tráfico de armas e outros crimes graves na rede mundial de computadores. A advogada da Google, no entanto, informou que ninguém no Brasil tem autorização para representar a empresa em debates públicos, o que gerou lamentos por parte da produção do programa e da própria deputada. “Nós precisamos discutir os limites desta flexibilização da Google. Não basta ter boa vontade. É preciso disponibilizar os dados completos e informar onde eles estão armazenados. Só assim o convênio será, na prática, motivo de orgulho para nós políticos e para os pais de crianças que são covardemente usadas na internet”, disse a deputada. Perpétua fez um pronunciamento no plenário da Câmara Federal, semana passada, cobrando da Google um compromisso assumido perante os deputados, no ano passado: o de colaborar com as investigações abrindo parte de seus bancos de dados à Polícia Federal. Um relatório elaborado, a pedido do Ministério Público Federal, pela ONG SaferNet, entregue à Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, serviu de base para a Procuradoria da República em São Paulo pedir à Justiça Federal do estado que obrigue a Google Brasil Internet Ltda., cuja matriz americana é responsável pela manutenção do Orkut, a quebrar o sigilo de criminosos que usam a internet para aliciar crianças e adolescentes e divulgar fotos pornográficas de menores. Na ação civil, ajuizada ano passado e sem decisão preliminar até o momento, a procuradoria pede que a empresa pague multa de R$ 200 mil por dia, caso descumpra a liminar. No pedido de mérito, os procuradores afirmam que a Google precisa ser obrigada a permitir uma perícia em seus computadores. Há dois anos o Ministério Público trava uma batalha com a Google Inc., que se nega a passar informações sobre pessoas que usam o Orkut para cometer crimes. Segundo o procurador Sérgio Gardenghi Suiama, autor da ação, a empresa dificulta o trabalho da Justiça, que hoje investiga mais de 100 comunidades e perfis de usuários envolvidos nesses crimes. Atualmente, há 52 processos pedindo a quebra do sigilo de dados, sendo que 38 já foram autorizados pela Justiça Federal. Como as ordens judiciais não foram atendidas, Suiama também pede indenização de R$ 130 milhões - 1% da receita bruta da empresa norte-americana em 2005 - por danos morais coletivos. O dinheiro seria revertido ao Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente. Caso a empresa continue a ignorar as decisões judiciais, o Ministério Público pede que a filial seja fechada. Segundo o procurador, o fechamento da empresa no país não significa que o Orkut vai sair do ar. Proteção - O relatório elaborado pela SaferNet traz imagens chocantes retiradas de comunidades e perfis de usuários do Orkut. São crianças, algumas com menos de 5 anos de idade, nuas, em poses insinuantes e até mesmo fazendo sexo explícito com adultos. Desde janeiro, a ONG recebeu 100.920 denúncias, sendo 41.328 de pedofilia. De acordo com o advogado Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da SaferNet, o número de páginas de comunidades estimulando esse tipo de crime vem aumentando cada vez mais. “Valendo-se do anonimato e da proteção da empresa Google, essas pessoas tripudiam das autoridades e sofisticam, cada vez mais, seu modus operandi”, critica. A Google Brasil mantém a versão de que não pode contribuir porque não tem os dados requisitados pela Justiça brasileira. As informações estariam registradas na matriz do grupo, sediada nos Estados Unidos. A empresa entrou com uma ação na Justiça pedindo que um especialista independente do Ministério Público fosse indicado para confirmar que a filial brasileira não tem acesso aos dados dos usuários do Orkut. Em nota à imprensa, a Google Brasil afirmou que está colaborando com as autoridades na medida do possível. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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