OPINIÃO
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Do Editor

 

A integração começa pelo Acre

Sete intrépidos brasileiros, pilotando possantes motocicletas, iniciam a terceira edição de uma epopéia que percorre dezenas de países da América do Sul. Conhecem todo o continente, da Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, ao Panamá. O diferencial dessa aventura, cujo destino final é a histórica cidade de Machu Picchu, nos Andes peruanos, é que eles escolheram o Acre como porta de acesso, numa prova irrefutável de que o Estado, pela proximidade geográfica, é caminho obrigatório de quem deseja chegar ao litoral sul-americano no menor espaço de tempo possível.

Essa decisão de incluir o Acre como ponte desse itinerário reforça a confiança do governo do Estado, bem como de toda a população local, de que a Estrada do Pacífico é, sem dúvida, o instrumento elementar de intercâmbio cultural, social e econômico com os países vizinhos e - mais importante - a alavanca do Brasil para atingir o promissor mercado asiático, com seus produtos de alta tecnologia.

É lamentável que uma boa parte dos governantes brasileiros ainda não tenha se dado conta de avaliar a importância que seria a ligação terrestre com o Peru, a Bolívia e o restante das nações do continente. Não é por acaso que o governador Jorge Viana, desde que assumiu os destinos do Estado há seis anos, vem insistindo nessa interação, que beneficiará milhões de pessoas de idiomas diferentes. Os desbravadores da Amazônia, pilotando possantes motocicletas, já decidiram que o caminho é por aqui. Alguém duvida?

 

 
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Rio Branco-AC, 24 de julho de 2005
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