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Declaração de Brasília mantém cooperação entre países América Latina e Ásia do Leste estreitam relações |
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Brasília - Com a aprovação da Declaração de Brasília, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim encerrou ontem a 3ª Reunião Ministerial do Foro de Cooperação América Latina - Ásia do Leste (Focalal). O documento reúne decisões do encontro, entre elas a continuação da cooperação entre os países da Ásia do Leste e da América Latina em áreas como educação, capacitação, criação de empregos e desenvolvimento socioeconômico. Amorim destacou os contatos entre os representantes dos países membros do Foro, além dos entendimentos entre os representantes do Mercosul e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean): “A conferência foi extremamente produtiva, não só em termos de decisões, mas também pelos contatos bilaterais, assim como a reunião informal que tivemos pela manhã.” No encerramento do encontro, o ministro lembrou o entusiasmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Focalal. Segundo ele, o encontro representa uma abertura da América Latina e do Caribe para um mundo cada vez mais diversificado, que deve ser seguro e democrático. Amorim também comentou que durante a reunião da manhã de ontem foram tratados assuntos como a ordem global, o comércio e os investimentos internacionais, a Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), a importância dos acordos de livre comércio feitos entre países ou regiões, a integração da Ásia do Leste, além de temas como a interconectividade e um maior conhecimento recíproco. Sobre a Rodada Doha, o chanceler brasileiro disse que é necessário uma “rápida, equilibrada e bem sucedida” conclusão, mas com “clareza”, considerando que acordos bilaterais e regionais estão ocorrendo. A rodada, acrescentou, assegura a continuidade do sistema multilateral e é “a única que permitirá acabar com subsídios destorcidos”. O ministro do Comércio Exterior da República da Coréia, Jong-hoon Kim, também destacou a importância de uma ordem multilateral de comércio: “Acordos podem ser um meio de termos um comércio mais livre, mas não podem substituir toda a ordem do comércio internacional, de que a OMC está encarregada”. Segundo Kim, os próximos três meses deverão ser “críticos” para a Rodada Doha, na possibilidade de ser concluída “com sucesso”. (Agência Brasil) |
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