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Telecartofilia: loucos por cartões telefônicos Colecionadores fazem qualquer negócio para conseguir cartões que circulam em toda parte do mundo |
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Qual o valor de um cartão de telefone público que sequer tem uma única unidade para se realizar uma ligação? Para um simples usuário, ele não serve para nada, mas para os colecionadores eles podem chegar a um valor que daria para comprar até 200 cartões novos, cada um com 50 unidades. Um cartão que leva a imagem do Cristo Redentor, por exemplo, cuja circulação foi feita somente no Rio de Janeiro, está sendo vendido a R$ 400 no site do Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br). E um do jogador Pelé, considerado raro pela baixa tiragem, foi avaliado pelos colecionadores em R$ 495. Mas os amantes dos cartões garantem que existe unidades que chegam até R$ 1 mil, dependendo do número que foi produzido e da antigüidade. A telecartofilia A telecartofilia – como é conhecida a mania por cartões de telefones públicos – tem tido expressiva adesão no Acre nos últimos anos. A pioneira Marilene Geraldino Lopes, 38, conta que nunca foi feito um levantamento para saber quantos adeptos da coleção há no Estado, mas ela afirma que até 20 pessoas por dia chegam a procurá-la no hall da Teleacre, onde ela comercializa suas séries. “Acredito que há centenas de colecionadores de cartões, pelo menos em Rio Branco. Eu, por exemplo, coleciono desde 1992, quando as fichinhas foram extintas, e vejo que a cada ano surgem novos adeptos, conforme vão surgindo cartões mais bonitos”, declara. Ela começou a juntar cartões por incentivo do marido, Antônio Lopes de Oliveira, 58. “Antes a gente juntava só para colecionar, hoje nós vivemos da venda de cartões”, completa ela. Porém, a vendedora disse que sua coleção não possui nenhum cartão raro ou de valor superior a R$ 50. Os mais valorizados que ela possui são uma série do Ayrton Senna, série Museus e uma da Daiane dos Santos, que são dois cartões que formam o rosto da ginasta, avaliado em R$ 40. Para sua coleção - de aproximadamente dois mil cartões - se manter sempre atualizada, ela disse que preserva contatos com colecionadores de outros Estados, que lhes fornecem cartões de circulação em todo o Brasil e até mesmo fora do país. “Mas os que as pessoas mais valorizam são os daqui mesmo. Tenho cartões até da Suécia, no valor de R$ 1”, destaca. A função visual do cartão Os cartões de telefones públicos, lançados em 1992, têm o espaço frente e verso exclusivamente para publicidade. Por ter uma circulação média de 25 dias, os cartões são considerados a mídia de mais longa duração no mercado, tornando-o um autêntico outdoor que cabe na palma da mão. Eles funcionam como mídia interativa quando utilizados para divulgar telefones para pedidos, marcas, eventos, pontos turístico e informações. E é justamente essa função visual que atrai os telecartófilos, sempre antenados com as novidades que são lançadas. “Todos os meses procuro me atualizar, buscando os novos cartões que foram lançados. Geralmente os consigo com amigos que utilizam cartão telefônico diariamente e me dão quando o esvaziam”, destaca André. “Quando dei por mim, já era um colecionador” O auxiliar administrativo, André Luís Soares, 21, coleciona cartões telefônicos há mais ou menos quatro anos. Ele conta que seu interesse surgiu por um acaso, quando encontrou na rua um cartão do monumento de Plácido de Castro e resolveu guardar. “A partir daí eu comecei a juntar todos os cartões que encontrava na rua, quando dei por mim já era um colecionador. Alcancei a marca de cem cartões em menos de seis meses. Hoje tenho cerca de 800”, declara. Segundo o colecionador, para conseguir um cartão vale tudo, até pagar o mico de pegá-lo de dentro de uma lata de lixo e ficar averiguando todos os orelhões da cidade em busca de algum esquecido por lá. “Foi assim que conquistei maioria dos meus cartões. Foram poucos os que eu comprei”, ressalta. André disse que nunca fez uma pesquisa para saber se possui em sua coleção um cartão caro. “O valor material não importa para mim, mesmo porque eu nunca venderia minha coleção”, completa. Entretanto, o colecionador chegou a enumerar alguns cartões que ele considera os mais importantes. “Tenho grande estima pelos cartões que formam a série de alguns filmes, como Matrix, Senhor dos Anéis, Olhos Famintos e Atração Fatal.” |
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