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Estado move ação rescisória para não pagar marajás |
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Uma vez transitada em julgado, a matéria não tem mais discussão, nem merece recurso. Mas, excepcionalmente, a lei processual permite a entrada em cena da ação rescisória, quando a parte que se acha prejudicada detecta alguma falha, algum vício no processo. E foi isso o que ocorreu nessa situação que ficou conhecida como “Caso dos Marajás”. Uma vez obrigada pela Justiça a pagar os cerca de R$ 3 milhões aos oito marajás, a Assembléia Legislativa, através da Procuradoria Geral do Estado, impetrou ação rescisória no TJ para não ter que fazer esse desembolso, ou seja, visando desconstituir a decisão já transitada em julgado. A matéria está com o desembargador Samoel Martins Evangelista, vice-presidente do TJ, que desde ontem estuda o caso. A suspensão ou não da decisão deve ser conhecida por toda esta semana. Perfil de Samoel O pensamento do desembargador Samoel Evangelista quando o assunto é salário de servidor público é bastante conhecido de outras decisões, desde a passagem dele pela Secretaria de Segurança, Ministério Público Estadual e agora Poder Judiciário. Samoel tem se posicionado sempre na defesa do interesse dos servidores públicos, mas contra qualquer tipo do que ele mesmo chama de arranjo. Num dos seus votos, o desembargador entende que qualquer vantagem ao servidor público, até para uma segurança legal futura dele mesmo, deve estar bem explícita na lei e não na dependência de interpretação do administrador ou do próprio Judiciário. Ele tem dito reiteradas vezes que é contra interpretações e arranjos. Samoel, quando foi secretário de Segurança Pública acabou com uma extensão que havia de vantagens dos delegados novos com base no que era concedido aos delegados antigos. Foi ele o autor do texto da lei que definiu o salário dos delegados, acabando com aquela vinculação. No Poder Judiciário, tanto ele quanto a desembargadora Miracele de Souza Lopes Borges, são os que mais conhecem sobre a legislação do servidor público. Foi Samoel Evangelista também, juntamente com os procuradores Edmar Azevedo, Patrícia Rego e Sammy Barbosa e outros, os autores do texto da lei que desvinculou os salários dos promotores e procuradores de Justiça dos salários do Judiciário. O desembargador foi também o autor do Plano de Cargos, Carreira e Salários do Ministério Público Estadual, considerado, pelos próprios servidores, como um dos melhores entre os planos do Estado. (Jozimo de Souza) |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
| ANCELMO GÓIS |
| Com Ancelmo Góis |
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